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Feminismo Diabolico

sábado, 1 de junho de 2013

A ideologia da mulher branca privilegiada



A ideologia da mulher branca privilegiada


Uma das facetas mais hilariantes do movimento feminista, para além de tudo o resto, é a sua incoerente adopção do discurso racial como forma de avançar com a sua agenda esquerdista totalitária. A elite feminista leva a cabo esta estratégia tentando de alguma forma fazer algum tipo de paralelo entre o sofrimento que algumas minorias étnicas tiveram que suportar (sofrimento esse muitas vezes infligido por outras pessoas dessa mesma etnia) com a suposta e historicalmente não-existente "opressão" que alegadamente se abateu sobre as mulheres durante a "maligna" era do "patriarcado".

Segundo algumas feministas (quase todas elas, brancas e bem na vida), não ter acesso a "aborto livre e gratuito" ou não ter o mesmo privilégio económico e social que 5%-10% dos homens têm (os chamados "machos-alfa"), é de, alguma forma estranha e desconhecida, análogo a ser acorrentado, ser chicoteado e ser forçado a trabalhar para outra pessoa sem qualquer tipo de remuneração condizente.

A natureza hilária desta forma de "pensar" não vem só do facto das feministas (mais uma vez) usarem a mentira como forma de avançar com o seu ódio, mas também do facto do feminismo não só ser um movimento exclusivamente financiado por homens brancos heterossexuais e de familias patriarcais (Rothschild, Rockefeller, George Soros, Ford Foundation, etc), como ser também um movimento promovido, planeado e executado quase exclusivamente por mulheres brancas da classe média/alta.
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Os Limites do Feminismo

Há algum tempo atrás falei dos
limites do feminismo, mas hoje gostaria de explorar ainda mais esse tópico.

O feminismo, como um todo, não deixa de ter o seu apelo. Por exemplo, quase todas as mulheres do mundo facilmente se aliariam em favor da luta por "salário igual", e provavelmente muitas concordariam com os tópicos feministas em redor da violência doméstica e relacionados. No entanto, o cerne do feminismo de género (a variedade com a qual tu e eu mais lidamos no mundo ocidental actual) é um que está fundamentalmente conectado aos desejos das afluentes mulheres brancas ocidentais (acima dos desejos das outras mulheres) e um que dá prioridade às preocupações dessas mesmas mulheres brancas.

Nas linhas que se seguem, vou explicar isto de forma mais detalhada.

O Cerne

Para entender isto, é necessário mergulhar nas profundezas da história do feminismo.

O cerne do movimento feminista é a sua oposição aos "papéis de género tradicionais". O feminismo começou como um movimento construído por mulheres brancas ocidentais (muitas delas, restritas à sua vida doméstica) como forma de desafiar a noção de que o lugar da mulher era em casa e em mais lado nenhum. O movimento buscava, assim, demonstrar que as mulheres poderiam ser tão bem sucedidas como os homens fora de casa, para além de procurar demonstrar que as mulheres deveriam ter uma opinião em relação aos assuntos que eram discutidos fora das suas cozinhas (por exemplo, o direito ao voto).

O problema é que estes tópicos são, na sua maioria, tópicos que interessam especificamente às mulheres brancas ocidentais. Enquanto as mulheres brancas ocidentais lutavam para construir os tais papéis fora de casa (durante a primeira e segunda vaga do feminismo), há já muitos séculos que as mulheres Negras, Ameríndias e mesmo Asiáticas tinham já esses papéis dentro das suas respectivas culturas.

Diferença laboral

Há já muito tempo que as mulheres Africanas trabalhavam fora do ambiente doméstico. Enquanto que os papéis sexuais (ou papéis de género) europeus normalmente impediam as mulheres de executar actividades cruciais para a sustentabilidade da sociedade (por exemplo, trabalhar nos campos), as mulheres Africanas há já muito tempo que desempenhavam um papel crucial na sustentabilidade económica das suas sociedades, executando trabalho de campo extensivo e outras actividades pouco delicadas mas necessárias.

Isto é verdade mesmo séculos antes da escravatura, e é verdade nos dias de hoje. Elas, ao contrário das mulheres Europeias, exerciam uma influência directa na produção e transporte dos alimentos, e influência sobre outras formas de trabalho. Dentro da comunidade Africana existia já uma certa expectativa por parte dos homens das mulheres terem algum tipo de influência fora do ambiente doméstico.

As mulheres Americanas Nativas (Ameríndias e ancestrais da maioria dos Hispânicos actuais) faziam o mesmo. Era muito comum dentro das suas comunidades as mulheres Nativas Americanas executarem todo o tipo de de trabalho manual agrícula e outras formas de trabalho manual.

Quando se estudam as missões "civilizatórias" levadas a cabo pelos Anglo-Americanos sobre as sociedades Americanas Nativas durante o século 19, e se examinam os documentos tais como os "Journals" de Lewis e Clark Journals, veremos que este facto (o das mulheres Ameríndias trabalharem fora do ambiente doméstico) foi um ponto de discussão que levou os Anglo-Americanos a buscar soluções para o que eles chamavam de "problema" Índio.

O facto das mulheres Nativas Americanas executarem qualquer tipo de trabalho laboral era para os Anglo-Americanos uma evidência da sua barbárie. Meriwether Lewis qualificou de ridículo o facto das mulheres Nativas Americanas que ele encontrou terem sido vistas a executar actos de “labuta” que ele considerava impróprios para as mulheres, facto esse que ele tomou como evidência de que as culturas Nativas não respeitavam as mulheres. A maior parte das mulheres Europeias concordou com ele, e concordaram com ele durante muitos séculos após a sua visita a estas culturas.

Pode-se ver isto ressalvado nas politicas de "educação" levadas junto dos Ameríndios, onde os Nativos eram forçados para dentro de reservas ou internatos para serem "civilizados." Este processo de civilização fundamentava-se na noção de que eles adoptariam os tradicionais papéis de género Europeus - os seus homem parariam de caçar e começariam a trabalhar na agricultura, ao mesmo tempo que as mulheres parariam de trabalhar no campo e começariam a executar trabalhos de costura.

As mulheres Negras a viver nas Américas, tal como as Americanas Nativas antes delas, passaram séculos - durante e após a escravatura - a trabalhar fora do que os Europeus considerariam "papéis de género tradicionais." As mulheres Brancas ocidentais eram protegidas de trabalho sério, mantendo-se resguardadas em casa; curiosamente, estas mesmas mulheres Europeias seriam as mesmas que dariam início ao movimento feminista, e começariam a exigir mais responsabilidades fora do ambiente doméstico.

As mulheres Negras já tinham isto, tal como o tinham as mulheres Americanas Nativas bem como as mulheres Sul-Asiáticas. Do ponto de vista "feminista", as mulheres Europeias causaram um retrocesso às mulheres Nativas Americanas e às mulheres Africanas uma vez que elas já se encontram "livres" do restritivo culto da domesticidade - elas não precisavam das ricas mulheres brancas para lhes dizer como adquirir esta "liberdade."

Diferenças na Estrutura Familiar

Muitas mulheres Africanas viviam também em sociedades matrilineares. Enquanto que as mulheres Europeias viviam numa sociedade que via o seu casamento com um homem essencialmente como uma confiscação da sua independência económica e social, a mulher Africana podia manter larga parte disto devido à organização matrilinear que lhes conferia um controle maior sobre a família e sobre o futuro dos filhos.

O mesmo ocorria junto da mulher Americana Nativa. Em muitas sociedades Índias não era incomum a linhagem paterna ser de alguma forma inconsequente para o estatuto actual da criança, realidade muito longe das normas Europeias que conferiam o estatuto largamente com base no nome do pai a passar para a criança.

Diferenças na Dominação Masculina

O feminismo apelou também para o fim do patriarcado e do domínio masculino sobre a mulher, uma iniciativa que ainda anima o movimento feminista tal como ele se encontra hoje em dia. O problema, obviamente, é que o "patriarcado" referido por elas pura e simplesmente não persistia em todas as sociedades. Os homens Negros, por exemplo, há séculos que não têm um verdadeiro domínio sobre as suas mulheres. Em África, era comum o homem ser polígamo e certamente usufruir bastante autoridade, mas ele também tinha que lidar com organizações sociais matrilineares que limitavam o seu domínio e a sua influência sobre as mulheres e sobre os descendentes.

Durante os primeiros séculos da sua presença no novo mundo, o homem negro era, essencialmente, mais um cavalo da carroça. Ele não tinha qualquer tipo de verdadeiro poder para manter a família junta (e ela poderia ser fraccionada a qualquer momento, se o dono de escravos assim quisesse, muitas vezes, de propósito), e ele (o homem negro) tinha muito pouco poder para proteger a sexualidade da mulher negra. Em relação ao homem branco, ele não tinha qualquer tipo de estatuto ou influência, e o primeiro tinha domínio inquestionável sobre a capacidade sexual da mulher negra.

O homem branco mantinha as mulheres negras como amantes ou concubinas e frequentemente engravidava-as com muito pouco oposição por parte dos homens negros (que pouco ou nada poderiam fazer em relação a isto). O homem negro não tinha qualquer tipo de poder para impedir as esposas, as irmãs ou as filhas de serem usadas desta forma, ou serem vendidas de modo indiscriminado. O homem negro não tinha qualquer tipo de controle sobre a mobilidade ou sexualidade da mulher negra. Devido a isto, quando a mulher branca (sobre cuja sexualidade o homem branco mantinha algum controle) veio a público queixar-se de se libertar do controle "opressivo" que os homens brancos tinham sobre ela, tornou-se difícil para os negros interpretarem as coisas desta forma. Historicamente, os homens negros não têm controlado as mulheres negras dessa maneira.

Para além disso, os homens negros não impediram as mulheres negras de buscarem papéis e actividades fora do ambiente familiar, muito por culpa da realidade económica. Os homens negros, ao contrário dos seus pares brancos, não tinham capacidade financeira para financiar o estilo de vida "mãe doméstica" na qual se encontravam "oprimidas" muitas mulheres brancas durante grande parte do século 20 (até a explosão da segunda vaga do feminismo nos finais da década 60). Ao mesmo tempo que as mulheres brancas liam “The Feminine Mystique” e ruminavam sobre a natureza "opressiva" do seu papel social como donas de casa mimadas a viver nos subúrbios, as mulheres negras encontravam-se a trabalhar em condições que muitas vezes eram pouco ideiais.

Portanto, como é que a mulher negra pode adoptar a narrativa da mulher branca em torno do "patriarcado"? De forma clara, elas não podem. As Americanas Nativas, as Hispânicas e as Sul-Asiáticas também não podem. Esta narrativa chega-nos proveniente da perspectiva da mulher branca (normalmente, alguém muito bem na vida) e como tal, as outras mulheres pura e simplesmente não tiveram o mesmo tipo de experiência.

O Modelo da Europa do Leste

Antes que se pense que estou a adoptar uma visão "mulher branca vs mulher não-branca", tem que ser ressalvado que muitas mulheres brancas do Leste Europeu actual não podem adoptar o feminismo ocidental porque o comunismo também as "libertou" dos papéis sexuais tradicionais.

Ao mesmo tempo que as mulheres do Reino Unido e dos EUA se encontravam ocupadas a falar da opressiva restrição doméstica, e do seu desejo de fazer tudo o que os homens fazem, as mulheres Soviéticas encontravam-se nas linhas da frente a colocar balas nas cabeças Alemãs. Paralelamente, as mulheres do Leste Europeu entravam na esfera masculina da sociedade (servindo como pilotos de combate, tropas de combate, artilheiras de tanques e a trabalhar nas fábricas após a guerra) antes e em maiores números que as mulheres de qualquer outra parte do mundo. Até certo ponto, era o que também acontecia na China Comunista.

Portanto, pode-se imaginar o quão pouco apelativa foi para as mulheres do Leste da Europa a retórica das feministas brancas ocidentais em torno da necessidade da mulher se libertar dos "papéis sexuais tradicionais." Estas mulheres haviam já experimentado tal "emancipação" mais do que qualquer mulher branca ocidental até essa altura, e possivelmente até os dias de hoje (quantas mulheres se encontram na linha da frente das tropas americanas?). Elas pura e simplesmente não tinham qualquer tipo de necessidade desta narrativa, e muitas mulheres do Leste provavelmente aprenderam o suficiente da mesma através da experiência para saber que ela tem armadilhas sérias.

Para estas e outras mulheres (Africanas, Americanas Nativas e algumas Asiáticas) os papéis sexuais tradicionais podem até nem ter a aparência de serem prejudicais. Algumas podem até associar a menor incidência dos papéis sexuais tradicionais com a opressão e/ou racismo. As mulheres Negras, por exemplo, podem alegar que elas viram-se forçadas para fora de casa, e para longe dos papéis tradicionais Europeus, devido ao racismo envolvido na limitação do potencial económico dos homens negros; as mulheres Negras podem também afirmar que o estatuto de dona de casa das mulheres brancas . . . . era, na verdade, uma evidência do seu previlégio.

Para estas mulheres Negras, a perspectiva feminista das mulheres brancas ocidentais não é fácil de entender, e nem é algo que valha a pena lutar ou defender.

Conclusão:

O feminismo de género ocidental tal como o conhecemos, é um fenómeno da mulher branca ocidental da classe média-alta. O seu foco em minimizar o valor dos papéis sexuais tradicionais, bem como a promoção duma irrealista igualdade sexual, encontra-se fundamentada no estatuto que aquelas mulheres historicamente disfrutaram como a mulher mais protegida, mimada, adorada e privilegiada da história, e encontra-se construída para resolver problemas que ressoam com essa experiência. As outras mulheres têm outros "feminismos" para lidar com os problemas que elas enfrentam, mas esses "feminismos" são fundamentalmente distintos do tipo de feminismo nós vêmos com frequência no Ocidente.

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Resumindo, o feminismo, para além de ser a mais bem sucedida obra de engenharia social alguma vez imaginada pela hostes demoníacas, é também um movimento que visa beneficiar/prioritizar os interesses das mulheres brancas da classe média-alta. Portanto, levantar oposição a este movimento, não é promover "ódio às mulheres", e muito menos é criticar a mulher branca como um todo; criticar o feminismo é criticar um movimento político singular, gerido e manipulado pelas mulheres brancas da classe média-alta, e financiado por homens brancos, heterossexuais e fortemente patriarcais.

Convém ressalvar que o texto de maneira nenhuma afirma que só uma mulher branca da classe média-alta fará parte do movimento feminista ocidental. Semelhantemente, o autor não diz que só existem mulheres brancas junto da elite feminista.

O que o texto diz é que o feminismo ocidental não têm em vista o apoio ou o suporte de mulher em si, mas sim a promoção e o avanço dos planos duma minoria ínfima de mulheres brancas que pertence à classe média-alta.
...

Fonte: http://omarxismocultural.blogspot.pt/2013/04/a-ideologia-da-mulher-branca.html

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