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Feminismo Diabolico

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Jornada nas Estrelas versus Battlestar Galactica



                                              

 





                          


Eu adoro séries de TV americanas. Sempre gostei de Friends e assisto até hoje as reprises. Mas eu gostaria de comentar um pouco sobre as séries de TV americanas e sua relação com o feminismo. Muitas pessoas dizem que a TV é que molda a sociedade; mas isso não é inteiramente correto. Na verdade, as emissoras de televisão pesquisam a opinião publica e então eles fazem programas de TV de acordo com o que a maioria acredita, porque o objetivo deles é aumentar a audiência. E para provar essa minha Tese eu gostaria de comparar duas séries clássicas de ficção cientifica: Jornada nas Estrelas (Star Trek) e Battlestar Galactica. Mas tiveram várias séries da franquia Jornada nas Estrelas e tiveram duas séries da franquia Battlestar Galactica. Eu quero comparar a série clássica de Jornada nas Estrelas, dos anos 60, com o capitão Jamtes T. Kirk como capitão da Enterprise, comparada com a série Battlestar Galactica feita nos anos 2000, com o ator Edward James Olmos como comandante Adama. Pois bem, na série clássica de Jornada nas Estrelas, em cada episódio a Enterprise encontrava uma civilização alienigena diferente. Eles também sempre estavam em "Guerra Fria" contra duas raças alienigenas: os romulanos e os Klingons. Mas na série Battlestar Galactica, feita nos anos 2000, a nave de combate viaja pela galáxia inteira e NÃO ENCONTRA NENHUM ALIENIGENA. Todo o conflito em Battlestar Galactica ocorre entre os humanos sobreviventes das doze colônias e uma raça de robôs criados pelos humanos e chamados de Cylons. Eu achei curioso porque não aparecem alienigenas nessa série Battlestar Galactica; ao contrário de Jornada nas Estrelas, onde em cada episódio a tripulação tinha que enfrentar uma ameaça extraterrestre diferente. Então eu comecei a pensar no por que dessa diferença entre as séries. Nos anos 60 havia na comunidade cientifica a idéia de que a vida era comum no Universo e em cada estrela haveria um sistema planetário, com planetas habitados e civilizações extraterrestres, então para refletir essa idéia da comunidade cientifica da época, e do publico, os produtores da série Jornada nas Estrelas fizeram uma série cheia de extraterrestres, com uma espécie alienigena diferente em cada episódio. Mas, durante os últimos 40 anos os astronomos vascularam a galáxia e não encontraram indicios de civilizações, então começou a ganhar força a hipótese da Terra Rara, ou seja, a hipótese de que a vida não é tão comum no Universo como se pensava e que as civilizações inteligentes são mais raras ainda. Então, para relfetir esse novo paradigma cientifico, os produtores da série de ficção cientifica Battlestar Galactica dos anos 2000 fizeram uma série ambientada no espaço, onde NÃO APARECEM NENHUM ALIENÍGENA. Mas todo o conflito na série ocorre entre os humanos sobreviventes de uma guerra contra uma raça de robôs de inteligência artificial que FORAM CRIADOS PELA PRÓPRIA HUMANIDADE E DEPOIS SE REVOLTARAM.
E por que eu escrevi tudo isso? Eu acredito que as emissoras de TV não moldam totalmente o que o povo vê, mas sim elas se adaptam ao que o publico acredita naquele momento especifico da história. Por isso, em Jornada nas Estrelas dos anos 60 haviam extraterrestres como inimigos: porque naquela época, as pessoas acreditavam em extraterrestres. Mas em Battlestar Galactica dos anos 2000 não existem extraterrestres; mas sim robôs inimigos, porque as pessoas do século XXI não acreditam mais na existência de extraterrestres. Pelo menos não tanto como nos anos 60. Então, os programas de TV se adaptam ao que o publico acredita e quer ver.
Pois bem, dito isso, vamos extrapolar as séries de ficção cientifica e vamos analisar as séries de comédia ou as sitcom. Temos várias: desde a clássica Friends, até Two and a Half Men e Married and Children. Vamos analisar apenas essas duas últimas sitcoms. Em Two and a Half Men e em Married and Children os homens são retratados como oprimidos pelas mulheres, sempre. O Al Bundy nunca se cansa de repetir como o casamento o oprime e a Peg, a esposa dele é mostrada como uma exploradora folgada. Em Two and a Half Men, o irmão de Charlie, o Alan Harper representa o homem bonzinho que é sempre explorado e humilhado pelas mulheres, enquanto o irmão dele, o cafajeste Charlie Harper, sempre se dá bem com as mulheres porque ele as trata como vagabundas. Essas duas séries foram as séries de maior audiência dos EUA em suas épocas e as feministas radicais interpretariam isso como sendo uma propaganda "machista" contra as mulheres; mas nós já vimos, ao analisar Battlestar Galactica e Jornada nas Estrelas, que as emissoras de TV só colocam séries no ar, quando elas sentem que a série tem uma mensagem que se identifica com o inconsciente coletivo da época. Então, se Two and a Half Men e Married and Children se identificam com o espirito do nosso tempo é porque no inconsciente coletivo dos homens, existe a forte idéia de que as mulheres nos manipulam e nos fazem de gato e capacho. Os homens dessas séries são sistematicamente humilhados, explorados e agredidos por mulheres más, feministas e hipócritas. Eu acredito que essas séries têm tanta audiência porque elas mandam uma mensagem que todo homem do nosso tempo acredita no intimo de si mesmo, mas tem medo de expressar essa idéia em voz alta: O FEMINISMO PASSOU DOS LIMITES E AGORA ELAS É QUE ESTÃO EXPLORANDO OS HOMENS. Só não vê o desespero e a profunda opressão que o feminismo causou aos homens, quem não quer.

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