Novo endereço do nosso site

Novo endereço do nosso site
Feminismo Diabolico

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Lésbicas tomam conta do movimento feminista

Lésbicas tomam conta do movimento
feminista

Ao se tentar localizar as origens da Guerra às Famílias, outro factor importante a levar em consideração é a ascensão do radical lobby gay. No início dos anos 70 ocorreu um coup d'etat dentro do movimento feminista americano e inglês.
A "Lavender Menace" era um grupo de feministas radicais lésbicas que havia
sido formado para protestar a exclusão das lésbicas e dos assuntos lésbicos do
movimento feminista.
A frase
"Lavender Menace" foi originalmente usada em 1969 por Betty Friedan, presidente
da NOW [National Organization of Women], para descrever a ameaça que a
associação com o lesbianismo era para a NOW e para o emergente movimento
feminista. Friedan, e outras feministas heterossexuais, temiam que a associação
provocaria danos na habilidade das feministas de levar a cabo alterações
politicas sérias, e o esteriótipo de lésbicas "machonas" e "com ódio aos homens"
seria uma forma fácil de rejeitar o movimento. (Referência)
No entanto, eventualmente o lobby lésbico venceu a guerra,
e as lésbicas passaram a dominar a NOW e o movimento feminista. Como Rene
Denfeld comenta no seu excelente livro “The
New Victorians”
, “Isto é como se a NAACP
[National Association for the Advancement of
Coloured People] tomasse a decisão de dar prioridade aos temas
gay só porque alguns negros são gays”.

Foi decidido rapidamente que a heterossexualidade era um instrumento capitalista socialmente construído, e que a única mulher emancipada - a única "verdadeira feminista" - era a lésbica. Num artigo bastante revelador, My crime against the lesbian state, a actriz Jackie Clune descreve como se tornou lésbica na universidade:
Descrição: http://ssl.gstatic.com/orkut/img/gwt/quoteButton.pngCitar (OM)

Havia por esta altura um crescente número de estudantes
da classe operária como eu que se envolviam na politica estudantil. Havia
demonstrações semanais, comícios, e moções anti-governamentais aprovadas nas
UGMs. Estavamos zangadas com o tipo de coisas que a srª Thatcher instigava ...
Ao mesmo que crescia a minha consciência política, desenvolvi um crescente
interesse pela política feminista. Foi por esta altura que me deparei com um
ensaio da Adrienne Rich com o título "Compulsory
Heterosexuality And Lesbian Existence".
Nele, Rich postula que a
maior parte das mulheres são capazes de tomar a decisão em favor do lesbianismo
se elas conseguirem superar a sua homofobia internalizada - o "conjunto de
forças" - que elas experimentam em relação às uniões entre pessoas do mesmo
sexo. Ela alega que a hegemonia heterossexual é uma prisão subtil mas
convincente da qual a maior parte das mulheres se pode libertar através da força
de vontade.
Para mim, o lesbianismo
parecia-me na altura uma extensão lógica do meu pensamento feminista, e
uma forma radical de derrubar a prescrição capitalista para as mulheres. Tomar o
passo seguinte foi relativamente fácil para mim: o ano de 1988 testemunhou resistência feroz por parte da
comunidade gay à "carta branca" que o governo concedeu às autoridades em torno
da "promoção" do homossexualismo nas escolas e nas universidades.

O ensaio de Clune é um bom exemplo da tendência
política que ensinava que tem que se ser homossexual para se ser um bom radical;
não se pode ser heterossexual e ser-se ao mesmo tempo um bom Socialista ou uma
boa Feminista. Os jovens foram instados a envolverem-se em relacionamentos
homossexuais de modo a que pudessem demonstrar as suas credências esquerdistas.
Hanif Kureishi, na sua novela "The Buddha of
Suburbia", toca neste assunto numa cena onde um jovem actor indiano
bissexual pede ao seu amigo Socialista que o beije para demonstrar o seu
compromisso com a causa Socialista.

Esta forma de pensar eventualmente
desenvolveu-se até ao ponto de se tentar demonizar por completo a
heterossexualidade. Foi neste clima que as frases loucas como as que se seguem
foram produzidas:

A relação heterossexual é a pura e formalizada expressão
de desprezo pelos corpos femininos. - Andrea Dworkin
Descrição: http://ssl.gstatic.com/orkut/img/gwt/quoteButton.pngCitar (OM)
Numa sociedade patriarcal, todo o sexo
heterossexual é uma violação para as mulheres uma vez que elas, como grupo, não
são suficientemente fortes para dar consentimento significativo. -
Catharine MacKinnon,citada em "Professing
Feminism: Cautionary Tales from the Strange World of Women's
Studies."

A instituição do sexo
heterossexual é anti-feminista. Ti-Grace
Atkinson, Amazon Odyssey (p. 86).

[A violação] nada mais é que um processo consciente de
intimidação através do qual todos os homens mantêm todas as mulheres num estado
de medo. -
Susan Brownmiller, Against
Our Will p.6.
Quando uma mulher
atinge o orgasmo com um homem, elas apenas está a colaborar com o sistema
patriarcal, eroticizando a sua opressão. -
Sheila Jeffrys.
No seu ensaio, Feminism's Third Wave, Angela Fiori descreve e heterofobia endémica nas universidades americanas dos anos 90:
As campanhas universitárias dos anos 90 em torno das violações dos encontros românticos
[inglês: "date-rape"] não
foram motivadas por uma preocupação genuína pelo bem estar da mulher, mas sim como parte dos esforços que visavam
deslegitimar a heterossexualidade junto de
jovens e impressionáveis mulheres, demonizando os homens como
violadores.
Daphne
Patai
e Christina
Hoff Sommers
descreveram como as feministas académicas, particularmente as
dos "Estudos Femininos", criaram um ambiente análogo ao de uma seita
religiosa:
Se a situação da aula é muito heteropatriarcal - uma
classe com cerca de 50 ou 60 alunos onde poucos eram feministas - eu defino a
minha função como uma de recrutamento. . . . . persuadindo os alunos que as
mulheres vivem sob opressão." (Professors
Joyce Trebilcot of Washington University, citada em "Who Stole
Feminism")
A caça
às bruxas dos anos 90 em torno dos rituais satânicos
foram, de modo similar,
outra tentativa de demonizar os homens, a família e a heterossexualidade, e
dividir as existentes famílias felizes como forma de fomentar os divórcios e
fomentar a indústria que "protege as crianças." Este foi talvez o ponto mais
alto do movimento anti-família feminista
de inspiração
Marxista.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

ShareThis

Veja também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...