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Feminismo Diabolico

terça-feira, 11 de junho de 2013

O que é ser filho duma feminista


O que é ser filho duma feminista

Testemunho pessoal dum homem que foi "educado" por uma mãe feminista. O meu nome é Edgar van de Giessen. Tenho 45 anos e sou o filho duma antiga líder do movimento feminista holandês dos anos 70. A minha mãe foi a primeira mulher a receber o prémio "Harriet Freezer" (na foto), dado pela vossa organização Opzij como congratulação pelo activismo feminista.
Não escrevo isto em busca de qualquer tipo de simpatia pessoal. Escrevo isto apenas para abrir o meu coração de modo a que um dia destes os homens e as mulheres possam viver em amor e em respeito - e isto não apenas ao nível de igualdade legal mútua.

Antes de descrever as consequências pessoais de ter recebido uma educação feminista entre os meus 7 e 17 anos, quero expressar o meu respeito por todas as mulheres e por todos os homens que justificadamente protestam contra a repressão e descriminação baseada no género, côr da pele ou descendência étnica.
Consequentemente, quero que vocês imaginem como foi, para um rapaz de 10 anos, crescer a ouvir a própria mãe dizer todos os dias que os homens são os culpados por todos os problemas do mundo. que os homens são culpados por todos os crimes e guerras do mundo, que todos os homens deveriam ser castrados depois do seu sémen ter sido congelado (de modo a garantir a existência da próxima geração), que os homens deveriam viver em cidades distintas das mulheres de modo a que eles se matassem uns aos outros e resolvessem o problema da sua existência.

Este tipo de ensino feminista - que eu recebia todos os dias - criou uma desconfiança profunda em mim próprio, desconfiança em relação à autoridade do homem e um sentimento de nunca ser capaz de ser bom ou um ser humano amável devido ao facto de ser macho. Isto causou em mim a reacção de tentar provar à minha mãe que pelo menos eu, como seu filho, era diferente dos outros homens. Isto rapidamente transformou-se em arrogância em relação a outros homens, o que fez com que eu fosse solitário e parco em amigos durante grande parte da minha vida.
Isto gerou também um ódio em relação às mulheres - ódio esse que eu apenas podia reprimir dentro de mim uma vez que, se eu o expressasse, provaria que a minha mãe estava certa. Esta repressão fez de mim um homem "gentil" como compensação pela repressão. Inevitavelmente isto levou a um ódio oculto e sentimentos agressivos contras as mulheres, chegando ao ponto de ter fantasias de violação e outro tipo de violência).

Como efeito do feminismo radical causado no seu filho, precisei de 25 anos de terapia, busca espiritual e cura emocional profunda antes de começar a descobrir o meu valor e começar a experimentar relacionamentos satisfatórios comigo mesmo, com os homens e com as mulheres.

A guerra entre os sexos continua por resolver. As taxas de divórcio relevam esta triste verdade. A violência entre os homens e as mulheres enche os jornais e o feminismo não foi capaz de resolver este problema. No meu caso pessoal, o próprio feminismo, expresso da forma que a vossa organização promove, criou (em larga maioria) os problemas e não os impediu.

Se o feminismo causa a que os homens odeiem as mulheres ao amaldiçoarem as trevas em vez de acenderem uma luz, o feminismo tem que se questionar se está suficientemente ciente dos desejos e da complexidade do coração humano de modo a ser capaz de resolver os problemas que descreve.
Durante todos os anos em que a minha mãe me dava as suas palestras feministas, ele não sentiu uma única vez a forma como as suas palavras e a sua energia impactavam o seu próprio filho. O amor pessoal é transaccionado através da habilidade de sentir o que o outro sente quando o outro o está a sentir.
A ferida emocional que a minha mãe me deu não veio apenas das suas palavras, mas também do facto dela não ser capaz de sentir o efeito que as suas palavras tinham em mim. Visto desta forma, a minha mãe tinha as suas próprias feridas emocionais que não só a transformaram numa mulher com ódio aos homens (orgulhosamente), como também numa feminista insensível cuja antipatia contra os homens (suportada pela vossa organização) transformou-se dentro de mim em ódio contra mim mesmo e contra as mulheres.
O que eu quero dizer é que, embora alguns aspectos do feminismo tenham tido papel importante em criar direitos iguais para as mulheres, o feminismo não fornece qualquer tipo de contribuição positiva para a forma como o homem e a mulher podem viver em respeito e amor um pelo outro. A minha insensível educação feminista gerou exactamente o oposto.
Um homem emocionalmente saudável nunca vai ter desejos de oprimir uma mulher. Uma mulher emocionalmente saudável nunca irá agredir os homens com as armas dele.
Em vez de lidar com as verdadeiras questões, o feminismo dos anos 70 e 80, cujo legado vocês herdaram, é um movimento reaccionário que usou a mesma energia opressiva contra a qual lutava. Devido a isto, o feminismo nunca pode ser bem sucedido em gerar uma atmosfera onde uma feminidade amorosa e poderosa poder brotar num ambiente de confiança e respeito em relação à força masculina.
Eu sinto e entendo que a mulher só pode respeitar a força dos homens se a mesma estiver plantada na vulnerabilidade franca, mas o feminismo e o movimento de emancipação não só falharam em produzir uma geração de tais homens como também não possuem os meios para fazê-lo.

Desta forma, o movimento feminista não reconhece a repercussão seminal do facto de todos os homens serem em larga maioria criados por mulheres, e que a sua relação adulta com as mulheres inconscientemente (ou não) ser determinada em grande parte pelo seu relacionamento com a sua mãe.

Porque é que o feminismo não levou a cabo um plano para criar rapazes que se tornassem em homens fortes que as mulheres pudessem confiar e amar? Como é possível que os rapazes [criados pelo feminismo] tornem-se em homens de oprimem, odeiam, desprezam ou não respeitam as mulheres? Estou convencido que se um rapaz receber amor emocional saudável da sua mãe, isto nunca pode acontecer.

O feminismo nunca soube o que a saúde emocional é, e como o amor saudável pode ser transmitido dum ser humano para o outro - de uma mãe para o filho, do pai para a filha, de um homem para uma mulher e de uma mulher para um homem.
Sem esta visão, cuja falta nunca pode ser discutida dentro da miopia que o feminismo tem do coração humano (independentemente do género), o feminismo mantém-se como um movimento reactivo que incorpora em si mesmo as características que estão erradas nos homens, e como tal, nunca atingirá os seus próprios propósitos.

Sinceramente,

Edgar van de Giessen

Fonte: http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2011/08/o-que-e-ser-filho-duma-feminista.html

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