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Feminismo Diabolico

sexta-feira, 21 de junho de 2013

VIOLAÇÃO: TER A FACA E O QUEIJO NA MÃO

Sexo, Mentiras e Feminismo por Peter Zohrab (O tradutor: Jacinto Castanho)
CAPÍTULO 3: VIOLAÇÃO: TER A FACA E O QUEIJO NA MÃO




O que quer que faça, meu caro


Aconteceu-me uma coisa surpreendente enquanto trabalhava neste livro: Quando estava a receber uma formação para professores, alguns feministas deram-me o melhor argumento para refutar a sua posição sobre a violação, do que qualquer outro que eu conseguiria encontrar!(1) De facto, este grupo, constituído principalmente por mulheres, são umas feministas (e de esquerda, geralmente) tão determinadas que quase tenho que me beliscar. Eis o que aconteceu.
Um dos temas que durou um dia de formação foi o sexo cerebral, baseado num livro com o mesmo titulo(2). Após se ter falado um pouco sobre as diferenças entre psicologia feminina e masculina mencionadas no referido livro, o moderador, dirigindo-se às mulheres da audiência, disse qualquer coisa do género: “Sabem o que acontece quando dizem aos vossos maridos para não vos comprarem um presente de aniversário, e ele não compra?”
Formou-se um coro de concordância complacente principalmente entre a audiência feminina. É suposto os homens saberem que precisam de comprar um presente. É claro que eu apanhei logo a oportunidade para dizer, “É exactamente como a violação. A mulher diz ‘não’, e homem erra faça o que quer que faça.”
Formou-se uma surpreendida, mas quase unanima retaliação de “não!” da mesma audiência. (eu poderia ter acrescentado que numa situação destas um homem poderia acabar na prisão por ter feito uma opção, ou perder o seu casamento por ter feito a outra.)
Assim, se uma mulher diz “não” significando “sim” numa situação, e “não” significando “não” noutra, é suposto os homens mágica ou telepaticamente intuírem o significado correcto e actuar de acordo? Apenas os que beneficiam desta faculdade podem dizer que isto faz sentido.
Este incidente ilustra um certo número de pontos: Um é que a insistência feminista de que sempre que uma mulher diz “não” quer dizer “não” é uma mentira, como Camille Paglia, fez notar, embora se considere a si própria feminista. E que muitos homens foram condenados porque esta doutrina se tornou oficial em alguns tribunais.
Outro ponto é que permitindo que apenas as feministas tomem a palavra em políticas de sexo ou género, se criou uma sociedade em que as mulheres têm a faca e queijo na mão, enquanto os homens são colocados numa situação de serem presos por ter cão e serem presos por não terem. Por outras palavras, os homens ocidentais têm cada vez mais que escolher entre evitarem relacionamentos ou arriscarem-se a serem condenados por violação. A situação masculina de sempre-a-perder existe também no tribunal em processos de divórcio ou de violência doméstica. Estas situações são o resultado inevitável da institucionalização de grupos de pressão femininos enquanto se ignoram ou se desencorajam grupos de pressão masculinos, que é o que fazem os meios influentes ocidentais. Resumindo, esta política de exclusão das perspectivas masculinas conduzirá a uma única conclusão: um movimento contra o feminismo.
O ponto final que esta anedota ilustra é como o politicamente correcto está perfeitamente preparado para negar verdades óbvias e forçar a sua fé por simples peso de números. Isto pode ver-se pelo coro de “nãos” que o meu comentário suscitou. Para falar verdade, no dia seguinte parece que o meu ponto de vista tinha atingido alguma extensão, já que a sua retaliação foi provavelmente o tremer de joelhos das pessoas que reconheceram a heresia quando a ouviram. Mas devo acrescentar que preparei o terreno durante vários anos, com a introdução de heresias anti-feministas. Mas neste contexto, o seu preconceito continuaria a prevalecer e a minha carreira sofreria várias consequências.


Há basicamente duas maneiras de olhar para a violação:


1. Encontrar mais maneiras de dizer que o homem é um ser demoníaco, possivelmente como reacção à negação da sua culpa sobre o aborto (a aproximação de extrema feminista)
2. Compreendendo-a e tomando uma atitude para prevenir ou atenuar as suas consequências.

Eu opto pela segunda aproximação, e este capítulo vai incidir na violação masculina/feminina que é a forma mais conhecida. No entanto, outras formas como a violação feminina/feminina, podem ocorrer, tal como relatado no artigo, “Fui violada por outra mulher” (“I was raped by another woman”, Cleo magazine, New Zealand, August 1999).
O contexto anatómico de violação

Se pensa que os homens são maus e as mulheres são boas, e que as mulheres são sempre vitimas numa relação sexual heterossexual, e que a violação é sempre culpa do homem, neste caso não deve continuar a ler. Este capitulo não é para si. Como veremos no capítulo sobre igualdade, homens e mulheres não têm uma relação de simetria e em parte alguma isto está mais claramente demonstrado que numa relação de namoro e numa relação sexual.
Podemos começar com a falta de simetria reciproca da anatomia genital do homem e da mulher. Homens e mulheres não têm uma anatomia genital reciprocamente simétrica ou idêntica. Em vez disso, têm anatomias complementares. Como todos sabemos os homens têm um pénis e as mulheres têm uma vagina. O pénis ajusta-se razoavelmente bem à vagina o que com frequência dá prazer a ambos os companheiros e pode resultar na concepção de um filho, o que pode ser uma consequência desejada deste procedimento.
Agora, eu não sou técnico nem especialista de Kama Sutra, mas o ângulo terá que ser o correcto ou caso contrário a mulher pode magoar o pénis do seu companheiro. Deste modo é melhor para o homem determinar o ângulo porque apenas ele pode, instantaneamente, saber se é ou não o melhor, para preservar o seu pénis.
Naturalmente, que não estou a ser muito rígido neste conceito. Outras posições que não apenas a posição de missionário são viáveis, e não apenas viáveis. No entanto, não são tão comuns, nem tão frequentemente praticadas como a posição de missionário.

Os elementos cruciais que eu quero ressaltar desta exposição são as seguintes:


1. o acto sexual é uma prática a dois;

2. na maioria dos casos, alguma força ou pressão, tem que ser aplicada pelo homem;

3. em muitos casos, a mulher oferece alguma resistência a esta força, pelo menos para ultrapassar os músculos da vagina.

Deste modo podemos ver já que a violação é uma questão de grau. Na verdade, longe de discordar com as feminazis que clamam que “todos os homens são violadores”, eu concordo com elas. Os homens que participam numa relação heterossexual são quase compelidos a usar força contra a resistência natural da mulher, o que provavelmente é abrangido por algumas definições de violação. O homem tem um pénis que tem que estar erecto para que a relação sexual possa ter lugar, e comumente, o pénis deve ser forçado numa pequena abertura para que a penetração ocorra. Estes factos significam que a psicologia de um homem excitado tipicamente deve ser diferente da de uma mulher excitada.
As feministas que clamam que a violação não é acto sexual mas um acto de violência estão erradas. O artigo “as causas do comportamento criminal – porque fazem eles isso?” (“The Causes of Criminal Behaviour - why do they do it?”) mostra o contrário, a julgar pelo próprio testemunho de violadores. Os violadores declararam que o impulso para ter sexo com uma mulher adulta é a principal causa do crime (3). Todos os estudos que concluíram que a violação é o resultado de fúria ou perda de controlo, têm que ser revistos por investigadores que não estejam sob a ameaça feminista. As feministas têm uma forte motivação ideológica para provar que a violação é um acto de violência, e qualquer “investigação” efectuada por elas nesta área está limitada por ter uma finalidade prévia.
Esta finalidade, em alguns países, foi levada tão longe que a pena máxima por violação é maior que a pena máxima por assassinato! Na Nova Zelândia, por exemplo, existe o conceito de “detenção preventiva”, isto é, um período de detenção não definido, que é imposto a crimes sexuais mas não aos de assassinato. Aqui, tal como nos casos de aborto e de divórcio, o valor que a sociedade atribui aos direitos e conveniências das mulheres ultrapassam os direitos dos homens e das crianças nascidas ou não.
De facto, a discussão sobre se a violação envolve sexo ou violência, perdeu em parte a razão de ser. Nós temos palavras como “sexo”, “violência”, “prazer” e “dor” que nos permitem dividir o mundo em conceitos arbitrários. A própria realidade é amorfa. Existe muito pouca diferença entre um acto sexual e um acto de violência. Será muita coincidência se as palavras acima poderem corresponder totalmente a reacções bioquímicas completamente distintas e separadas. Não sou bioquímico, no entanto, posso esperar que algumas investigações nesta área sejam feitas e examiná-las cuidadosamente.
A prática sexual na vulgar posição de missionário é um acto de violência, como se explicou acima. Deste modo, não há um nítida linha de divisão entre prazer e dor. Isto são experiências sensoriais, e umas são claramente de prazer e outras, claramente de dor, com uma área de divisão pouco nítida entre elas. Assim certos actos são simultaneamente actos sexuais e actos de violência e as pessoas podem sentir ao mesmo tempo prazer e dor.
Bastantes experiências, especialmente em jogos sexuais, são um pouco dolorosos e mais que um pouco actos de prazer. Quantas mordeduras e unhadas não fazem parte de alguns actos sexuais? No entanto, como aqui as “vítimas” são geralmente os homens, as feministas não encontram lugar onde referir este assunto. Servidão e sado-masoquismo são apenas algumas práticas do espectro de comportamentos sexuais e não é esta a diferença em relação ao “sexo normal”. Os filmes de pornografia e morte, por terríveis que sejam, são apenas um caso extremo de sexo/violência.
O contexto social da violação

As diferenças entre o comportamento sexual dos homens e das mulheres são em certa medida equivalentes às diferenças da sua anatomia. Por outras palavras, os homens têm o principal órgão (arma) do acto sexual, e são também os que tomam a iniciativa da corte. As mulheres têm o receptáculo para o acto sexual, tendem a ser quem recebe a corte. É, do ponto de vista biológico, geralmente eficiente para a mulher comportar-se tão passivamente durante a corte como o faz durante o próprio acto sexual. Do mesmo modo, do ponto de vista biológico, é eficiente para o homem comportar-se de modo tão agressivo na corte como no acto sexual.
Isto porque quer a mulher quer o homem podem aplicar o mesmo género de expectativas (ela: “deixá-lo ter a iniciativa; ele: “É meu dever fazer a penetração”). Seria um pouco esquizofrénico se a mulher tomasse a iniciativa durante a corte e subitamente se convertesse à passividade durante o próprio acto sexual. Em termos de hormonas e estruturas de personalidade, duvido que o ser humano possa evoluir neste sentido contraditório.
Dado que todos os homens enfrentam a necessidade de lidar com a rejeição frequente ou indiferença aparente (e as mulheres não), a sobrevivência da espécie exige que o homem adopte uma atitude de insensibilidade à aparente rejeição. O velho provérbio “nem o diabo têm a fúria de uma mulher recusada” tem sentido apenas se a mulher for raramente recusada. O leitor certamente que não tem a impressão de que hajam milhões de mulheres movimentando-se impaciente e enraivecidamente por terem sido recusadas. As mulheres podem sentir-se recusadas algumas vezes no sentido em que não recebem a atenção do homem que andam a tentar atrair. Mas isto é muito suave em comparação com a experiência frequente do homem em fazer uma proposta clara a uma mulher que o rejeita de forma cruel e humilhante. Não se conhece nenhum provérbio do tipo “nem o diabo têm a fúria de um homem recusado” pela simples razão de que ser recusado por uma mulher é experiência comum à maioria dos homens, que não poderiam fazer a sua vida normal se tivessem ataques de fúria cada vez que isso acontece.
Há aqui também uma questão de status. Só se pode ficar “furioso” se sentir que se perdeu o domínio e foi humilhado. Para uma mulher, é humilhante expor-se à rejeição apenas para ser rejeitada, enquanto um homem não tem o género de status ou orgulho no contexto no jogo de sedução que lhe dá o luxo de se sentir humilhado pela rejeição. O homem pode sentir-se deprimido, certamente, mas não furioso. (Na verdade, o homem que se sente enraivecido pela rejeição é geralmente considerado perigoso e potencial criminoso.)
Esta rejeição pode por vezes ser muito traumática, especialmente em rapazes adolescentes. Deste modo um homem terá que se conformar com o celibato ou aprender a ser insensível. Há apenas uma linha muito ténue entre esta mentalidade e a mentalidade de um violador, e é inevitável que este limite se cruze de tempos a tempos. Deste modo, no contexto, da definição, reconhecimento e perseguição de crimes sexuais, é um tanto injusto condenar duramente os homens que cruzem este limite, particularmente enquanto se permitir às mulheres comportar-se como querem sem correrem qualquer risco legal sério.
O conceito legal de violação

Temos que decidir quando, e em que extensão, violação e passividade feminina são dois lados da mesma moeda geneticamente programada, e então projectar de acordo o nosso sistema legal. Um problema significativo é o do efeito da propaganda feminista subtil, e como ele tenta deixar a mulher com a faca e o queijo na mão. A mulher dá-se ao luxo de esperar que o homem tome todas as iniciativas, e depois acusá-lo de violação quando e da forma que quiser.
Os masculinistas deverão exigir igualdade sexual na área dos crimes sexuais. Os tipos de crimes que as mulheres cometem deverão ser mais duramente penalizados do que são no presente. Para contrabalançar o crime de violação (a menos que este seja de alguma maneira desvalorizado), sugiro que haja um processo legal de penalizar a mulher em grau equivalente por falhar na tomada de iniciativa em relações sexuais, ou, em alternativa, por rejeitar um homem quando possa ser argumentado que foi ela que o deixou.
Mulheres em vantagem?
Na prática e na esmagadora maioria dos casos, o homem tem que ter a iniciativa no relacionamento sexual com a mulher a oferecer resistência numa atitude que vai de desencorajamento activo (frequentemente, mas claro que nem sempre, cedendo à medida que o homem insiste), até à aparente indiferença, de qualquer modo com um não desencorajamento ambíguo e com sinais de receptividade. Um estudo afirma ter mostrado que, em locais frequentados por solteiros, é principalmente a mulher que toma a iniciativa sexual. Este estudo inclui o primeiro contacto físico, no entanto, o estudo aparentemente incluío o toque “incidental” ou “quase-incidental” do homem pela mulher. Isto poderá ser típico da posição geral da mulher de negação no relacionamento sexual. Deste modo, é actualmente claro, que o risco da transição do conhecimento casual para um relacionamento físico ou sexual continua a ser uma responsabilidade masculina.
Relativamente recente, o conceito de “época de violação” atingiu os seus valores máximos, particularmente nos Estados Unidos da América. Daqui o aparecimento da Escola de Polícia de Prevenção das Ofensas Sexuais de Antioch (1996) a qual se centra na seguinte definição de “consentimento”: “Acto de voluntarismo e concordância verbal para se envolver num comportamento sexual específico”.
O que há de novo na época de violação é que representa uma mudança na definição de violação. Previamente, a maioria das pessoas assumia que violação era a penetração sexual forçada de uma mulher sem a sua concordância explicita. Isto é completamente injusto para o homem. Como Thomas (Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and Nicholson, 1993) referiu:
Parece haver pouca possibilidade de um rapaz não poder ser acusado de violação. Para os rapazes ainda se espera que convidem as raparigas para sair, bebam uns copos com elas, lhes declarem amor eterno e então façam a tentativa ... se não as tentarem seduzir, as raparigas sentem-se ofendidas (e começam a fazer difamações sobre a virilidade do rapaz – Peter Zohrab). E ... pode nunca chegar o momento em que o rapaz pergunte claramente, “Posso meter” e obtenha a resposta “sim” (op. cit, pag. 178)
E então aqui está o velho problema da mulher que diz “não” querendo dizer “sim”, que já referi antes. Muitas feministas negam que isto aconteça, mas Thomas: Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and Nicholson (1993) cita um inquérito de 1991, conduzido entre as estudantes do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas, onde cerca de 50% das inquiridas admitiu dizer “não” a propostas sexuais quando realmente queriam dizer “sim” ou “talvez”. Os homens devem conhecer este género de comportamento da sua própria experiência.
O contexto político da violação

Eu por min estou de acordo com Barbara Amiel (referido por Thomas: Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and Nicholson, 1993, pags 178-9), que escreveu que o feminismo...

... mudou o seu objectivo de igualdade entre os sexos para o objectivo político de poder para a mulher, e está agora a caminho de legislar sobre a existência de hábitos de corte com base biológica para as nossas espécies ... As feministas pretendem que a sexualidade masculina seja irrelevante face à lei criminal. As mulheres devem ser livres de se envolver em qualquer tipo de comportamento que se ajuste à sua própria sexualidade sem olhar às consequências. Esta lógica vê o homem como um simples vibrador. A mulher pode pegar-lhes, ligá-los, usá-los e depois, se o botão de desligar não funcionar, processam judicialmente o fabricante pelos estragos.
Também concordo com a conclusão de Amiel em que atrás de toda esta questão de época de violação há um objectivo oculto que se pode ver no facto de que as chefes mais velhas da Organização Nacional de Mulheres Americanas (USNOW), a maior organização feminista da América, eram lésbicas. Deveria ser psicologicamente duro para as activistas feministas atacarem homens da maneira que o fazem, se ao mesmo tempo estivessem emocional e sexualmente envolvidas com homens.
Claramente, muitas escritoras e activistas feministas odeiam homens, possivelmente porque são lésbicas. Qualquer um que leia o SCUM Manifesto, por exemplo, fica sem qualquer dúvida de que é o produto de um ódio lésbico ao homem, ou misandria, travestida de teoria política:

A vida nesta sociedade que, no seu melhor, é um completo buraco e sem nenhum aspecto que seja relevante para a mulher, permanece um lugar de mulheres responsáveis, com sentido cívico e barulhentas somente para derrubar o governo, eliminar o sistema monetário, instituir a automação completa e destruir o sexo masculino (primeiro parágrafo de the Scum Manifesto).

Isto pode ser, em certo sentido, uma situação do género ovo-e-galinha: algumas mulheres podem tornar-se lésbicas por se terem juntado a um movimento feminista e encontrado feministas lésbicas, outras podem ter começado como lésbicas e encontraram depois o movimento feminista como meio de expressar a sua aversão aos homens. Outras ainda podem ter sido bissexuais ou com tendências lésbicas que encontraram no movimento feminista o ambiente propício que as conduziu ao lesbianismo em vez de à heterossexualidade. Algumas podem mesmo ter-se juntado a movimentos de mulheres para encontrarem companheiras!
Brownmiller (Against Our Will, New York: Simon & Schuster, 1980) estabeleceu uma teoria de violação muito radical, ou mesmo misandrista:
A capacidade estrutural do homem para a violação e a correspondente vulnerabilidade estrutural da mulher são tão básicas na fisiologia de ambos os sexos como o próprio acto sexual ... anatomicamente, poderemos pretender melhorar a arquitectura natural, mas esta especulação, a min, parece-me irrealista ... No ambiente natural de violência em que viveu o homem e a mulher primitiva ... a violação tornou-se não só uma prerrogativa masculina, mas também uma forma básica de demonstração de força contra a mulher, o principal instrumento do desejo dele e do medo dela ... É nem mais nem menos que um processo consciente de intimidação pelo qual todos os homens mantinham todas as mulheres em estado de medo. (Brownmiller 1980, 232-233).
Apesar de Brownmiller ter eventualmente repudiado muito do que disse em Against Our Will, esta pretensão foi mesmo assim muito influenciadora, particularmente a ideia de que todos os homens conscientemente mantinham todas as mulheres sob o medo de serem violadas, o que é uma estrondosa mentira. Não é certamente verdade para min, e duvido que seja o único. Quando penso em violação, de todo, nunca me ocorreu que a hipotética possibilidade de violar alguém me pudesse trazer algum sentimento de poder. Apenas penso nisso em termos de como eu me sentiria depois. Se todas as mulheres receiam ser violadas é outra coisa, e as feministas têm trabalhado arduamente para incutir este medo em todas as mulheres.
Contudo, Brownmiller tem razão num aspecto oculto em toda este exagero: é plausível sugerir que a possibilidade de quase todos os homens poderem violar quase todas as mulheres introduza alguma cor no poder de relacionamento entre os sexos. Do mesmo modo, porém, poderíamos dizer que o facto de qualquer mulher poder gritar por violação após qualquer relação sexual também vá colorir o poder de relacionamento entre os sexos.
As mulheres são, em geral, comparativamente mais passivas numa relação sexual, e numa relação com penetração em particular. Deste modo o homem corre sempre o risco de que o “não” de uma mulher, que normalmente significa “sim” (e é muito comum, como vimos no inquérito citado acima), possa depois ser reclamado como querendo significar “não”. Isto é especialmente o caso das sociedades onde é actualmente possível a uma mulher processar o próprio marido por violação. A violação tem que ser vista no contexto da época, dos hábitos respeitantes a preliminares e penetração, pressões e práticas. Browmiller falou da “capacidade estrutural do homem para a violação e a correspondente vulnerabilidade estrutural da mulher”. O outro lado da moeda é a capacidade estrutural da mulher para ser passiva e ambígua, e a correspondente vulnerabilidade estrutural do homem à recusa e a falsas acusações.
O contraste entre pénis e testículos de um lado, e vagina e ovários por outro, é relevante da questão da igualdade legal. Ter uma vagina, torna a mulher mais propensa a ser vítima do que a ser agente da violação, enquanto ter um pénis torna o homem mais propenso a ser vítima de falsas alegações de violação. Se incluirmos “consentimento reluctante” na categoria de “violação”, como algumas feministas fazem, então o homem pode ser igualmente “violado” deste modo. E de acordo com um inquérito citado por Warren Farrell, isto é razoavelmente comum.
Projecto-lei de direitos do acto sexual?
As feministas ventilam a ideia de que qualquer homem que sinta tão fortes necessidades, não consegue literalmente controlar-se a si próprio. Não sei como podem elas conhecer este possível facto. Possivelmente tudo isto significa que a mulher nunca tem estes sentimentos. Certamente um sistema legal nunca deverá pedir que um homem pare uma penetração a meio. Nem deve uma mulher ter o direito de esperar que um homem se controle a tal ponto de parar uma relação sexual iniciada quando ela diz. Reclamo isto na qualidade de activista de direitos dos homens! Os homens têm que ter alguns direitos no acto sexual, e este precisa de ser um deles. Um homem não é simplesmente um vibrador vivo que responde ao chamamento ou sinal da mulher. O homem não pode ser ligado e desligado como parece ser o desejo de algumas mulheres e do sistema legal feminista. Possivelmente precisamos de um projecto-lei de direitos do acto sexual, com este ponto no seu artigo primeiro.
Há então o assunto das bolas azuis. O trabalho de referência do médico Rosenfeld (Symptoms, New York:Bantam 1990) contém a passagem seguinte:
Outra causa da dor testicular é uma relação sexual não completada. A congestão resultante dos tecidos do escroto causa dor. A situação, conhecida entre aqueles que a sofrem por “bolas azuis”, é remediável – mas não por um médico!
A mulher não sofre dor análoga por uma relação sexual não completada, e em sociedades onde a masturbação é altamente desaprovada, um homem pode chegar a um estado de luta contra a compulsão sexual de violar uma mulher devido à pressão física de se libertar da sua dor. Isto não torna a violação desculpável (moral ou legalmente), mas coloca o homem numa situação diferente daquela que a mulher enfrenta.
Conclusão
A questão da violação precisa de ser repensada nas sociedades ocidentais. Tal como outras questões de homens e pais, esta deverá ser, e provavelmente será, um duplo ataque ao status quo:

1. Grupos especializados em homens concentrar-se-ão num lobbying para a mudança de leis específicas.

2. Os activistas dos direitos dos homens em geral gradualmente farão a sociedade compreender que os sentimentos, interesses e direitos dos homens e pais, precisam de ser tidos em conta aquando da tomada de decisões legislativas e administrativas que os possam afectar. Isto aplicar-se-á gradualmente a leis relacionadas com a violação e, também, a outras partes do sistema legal.
Neste contexto, os costumes das sociedades onde as mulheres fazem um esforço para serem modestas e se colocarem na pele dos homens, nunca mais parecerá estranho. Elas serão uma solução para um velho problema, As modernas sociedades feministas tomaram o objectivo de as mulheres “poderem ter tudo” – isto é, se alguma coisa der errada, a culpa é posta sobre o homem. Isto é injusto para o homem.
Não vejo uma utopia óbvia, tão depressa quanto o exige a preocupação com a lei da violação. A violação é um problema. Parte do problema é que a lei está a intervir nas áreas da corte e do acto sexual, e estas áreas não fazem igual pressão em homens e mulheres.

Fonte: http://peterzohrab.tripod.com/p3rape.html

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