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Feminismo Diabolico

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NARCISISMO FEMINISTA E PODER POLÍTICO

NARCISISMO FEMINISTA E PODER POLÍTICO

Este capítulo apresenta alguns dos conceitos chave deste livro – conceitos que serão exemplificados e explicados repetidamente, em vários contextos, e em mais detalhe nos capítulos seguintes. Alguns leitores poderão achar que em certas alturas há uma repetição desnecessária, mas não me desculpo por isso. O artigo“Decisions, Decisions” (New Scientist, 4 September 1999) explica porque é que as pessoas frequentemente utilizam estratégias de decisão, incluindo a estratégia de preferir o que é conhecido e familiar em vez do desconhecido. Isto dá respeitabilidade científica à suposição dos publicitários de que a repetição torna algumas ideias familiares e credíveis. As feministas têm-nos ensinado as suas ideias através da constante repetição dos seus dogmas. Como professor, não posso fazer mais que prestar-lhes homenagem à sua inteligência política, fazendo eu próprio um pouco de repetição. No seu artigo, “The Women Are At Fault” Matthias Matussek refere-se às mulheres modernas como “tagarelas excitadas com conversas femininas de autopromoção”(1). Pergunta ele, “Porque estão elas constantemente sentadas frente ao espelho da Branca-de-Neve tranquilizando-se de que são as mais bonitas, as mais espertas e as mais corajosas?” e sugere ”a atitude narcisística de se colocarem ao espelho, com toda a sua patetice, faz parte do seu papel de mulheres modernas, ao qual se sentem incapazes de escapar.”
Matussek refere-se também ao sentimento generalizado de que “as mulheres estão a subir e os homens a descer.” Estes dois aspectos das sociedades modernas, o narcisismo das mulheres e a sua ascensão relativamente aos homens, estão estreitamente ligadas. Para entender este fenómeno, precisamos de analisar os desenvolvimentos políticos e sociais desde a Segunda Guerra Mundial.
Uma das principais consequências da Segunda Guerra Mundial foi a desacreditação das políticas conservadoras e de direita, devido à derrota dos seus proponentes mais extremistas (fascismo e nazismo). Qualquer política promovida por Hitler, Mussolini, Nazistas ou Fascistas (mesmo que moderadamente conservadoras) estão vulneráveis ao ataque devido à sua associação com os “Bad Guys” (maus rapazes). A dicotomia Esquerda/Direita é de certa forma artificial, o Nazismo é de certa forma uma extensão da ideologia Socialista. No entanto, no senso comum o Nazismo é classificado como sendo de direita e o Socialismo como de esquerda.
Em resposta, os nossos gurus (cinema, académicos e jornalista) dominaram a segunda metade do século XX com as “lições” que acham que nós devemos aprender da Segunda Guerra Mundial. Aparentemente, acreditam que a principal lição é que, por definição, qualquer oprimido é bom, enquanto qualquer opressor é mau. Não digo, claro, que estejam errados, mas devido a esta obsessão com as atrocidades nazis, a moral dominante nas sociedades ocidentais tornou-se uma pedra angular.
O virtuosismo dos oprimidos
Gerações de académicos e jornalistas disseram-nos que as mulheres são as principais vítimas da opressão, e os homens os seus opressores. Com o paradigma do pós-guerra, isto tornou todas as mulheres boas e todos os homens maus. Esta história contada em alto e bom som produziu o culto virtual da opressão, e apareceu uma escalada tremenda de vários sectores da nossa sociedade a reclamarem para si próprios o estatuto de oprimidos, e portanto de “bons”.
Ser-se classificado como oprimido dá todo tipo de benefícios. Primeiro, garante uma cobertura mediática. Elementos conservadores dos Estados Unidos podem ter retractado Anita Hill como uma oportunista pela pieguice do seu testemunho sobre a forma como Justice Clarence Thomas: Not Guilty: In Defence of the Modern Man, London:Weidenfeld and Nicholson a assediou sexualmente, mas com isto ganhou uma notoriedade sem precedentes, para não falar nos livros e filmes sobre si, e honorários de palestras que atingiram valores superiores ao que muitos homens ganham num ano, apenas por uma simples aparição. Quanto daria um de nós pela possibilidade de uma opressão destas? Mas o mais importante, é que actualmente mesmo a mulher normal pode aspirar a ser tratada como vítima em situações que os homens não poderão.
Agora há pesquisas sobre este tipo de opressão, subsídios governamentais de vária ordem e até a possibilidade de protagonizar um filme de Hollywood. (apesar da crescente evidência de que a mulher comete mais violência doméstica que o homem, não passa um mês que não apareça um filme novo sobre um marido a bater na sua mulher, e os movimentos de protecção às mulheres maltratadas a receberem subsídios governamentais.) Com tudo isto quem não quer ser oprimido? Ou pelo menos reconhecido como tal.
Jornalistas conservadores, que continuam a ter influência nos Estados Unidos, defendem o ponto vista no qual as mulheres feministas têm insistido, isto é, o homem como chefe da casa a almoçar com clientes e pobre mulher em tarefas de limpeza. Aqui eu argumento que não podemos avaliar este ponto de vista conservador com sentido de justiça, a menos que vejamos como as feministas reagem àquilo que eu chamo de ponto de vista “Masculinista Liberal” (que não se confunda com “liberalismo”, em si) em que homens e mulheres devem ser iguais em todos os assuntos, e não só nos assuntos em que as feministas viram que se ajustavam aos seus propósitos de propaganda.
Hoje em dia o ponto de vista de que as mulheres são vítimas é tido como facto, e vivemos numa cultura obcecada por este problema. A sociedade gira em torno da mulher e das suas necessidades, com vários grupas feministas determinando o que elas sentem e o que pode beneficiar a mulher como um todo, ou um sector da população feminina em particular, ao ponto de os problemas das crianças serem frequentemente submetidos a este egoísmo e os dos homens completamente ignorados. Este é o seu poder, o qual poucos políticos estão dispostos a opor-se por medo de serem rotulados de “sexistas”.
Com os homens e a sociedade tão obcecados com os problemas das mulheres, é perfeitamente natural para as mulheres, tal como uma criança filha única de pais extremosos, tornarem-se ainda mais auto-obcecadas e narcisistas. Se alguma girar em torno de nós, nós podemos girar também em torno de nós próprios. Apenas o mais forte resiste.
O narcisismo feminino é parcialmente resultado do seu poder (ver capítulo 14). Mas é também a fonte do seu poder. Como as mulheres estão tão sintonizadas com elas próprias, têm oportunidade de descobrir “necessidades” (pretensões) que a sociedade (isto é, os homens) devem satisfazer. Reclamando sobre todas as novas necessidades não satisfeitas cria-se maior evidência da sua vitimização pelo homem, o que, por sua vez, reforça o seu poder.
A tese deste livro é que o estatuto de “vítimas da opressão” se ajusta à situação dos homens pelo menos tão bem quanto à das mulheres, e que os opressores dos homens são as feministas. É também sobre a exposição das questões tendenciosas colocadas pelas feministas, e em menor extensão a sugestão de outras questões que podem e devem ser colocadas.
Quem ganhou o poder?
Quer à esquerda, quer à direita, filósofos, políticos e ideólogos usam com frequência o modelo de “homem de palha” para os oponentes às suas ideias – é um modelo distorcido que pode ser mais facilmente atacado que o objecto real. De modo similar as feministas usaram o modelo do homem de palha do poder político, para dar ênfase ao poder dos políticos e burocratas, para desviar a atenção dos reais bastiões do poder nas democracias ocidentais. Mas esta ênfase foi mal colocada. É verdade que os executivos tais como os políticos têm poder, mas este poder está muito limitado por aqueles que controlam o fluxo de informação, de estereótipos e de ideias na cultura popular.
Os jornalistas, pessoal de Hollywood, e investigadores que controlam a informação e estereótipos e deste modo controlam decisões pensam estar disponíveis. Joseph McCarthy tentou uma vez excluir de Hollywood os simpatizantes comunistas. McCarthy falhou e as nossas simpatias voltaram-se a favor daqueles cujas carreiras ele prejudicou. No entanto, apesar do seu método cruel, teria sido ingénuo assumir que estava enganado na sua análise. Hollywood, os meios de comunicação, e o sistema de educação controlam ou pelo menos exercem uma grande influência naquilo que o eleitorado político pensa que é correcto, realista e credível.
Estou a falar sobre os actuais trabalhadores destes campos (por exemplo, jornalistas), não nos financeiros, que estão geralmente demasiado interessados em fazer dinheiro para se importarem com a influência do conteúdo do que é produzido pelos seus trabalhadores, e se é ou não imparcial. Mesmo a imprensa que têm uma linha editorial mais conservadora nem sempre insiste nas mesmas tendências noutras secções da sua publicação. Por exemplo, um jornal diário matinal da Nova Zelândia periodicamente apresenta artigos proeminentes sobre feminismo e políticas femininas em França. O que torna isto notável é que é perfeitamente irrelevante para a maioria dos neozelandeses, que na sua maioria, não estão minimamente interessados na política francesa. Será isto um meio subtil de propaganda feminista? Goebbels, o homem da confiança de Hitler preferiu usar analogias históricas em vez de propaganda directa para ocultar a sua “arte”. Estarão as feministas a usar um deslocamento geográfico para introduzir a sua propaganda, do mesmo modo que Goebbels usou um deslocamento histórico para introduzir a propaganda Nazi.
Em paralelo com o grau de controlo que as feministas exercem nos meios de comunicação, está a dificuldade que alguns homens têm em descobrir editores para assuntos de homens. Warren Farrell, autor de The Sensitive Male, Why Men Are the Way They Are, e The Myth of Male Power, foi deixado à deriva pela Simon&Schuster para encontrar novo editor para o seu quarto livro, Women Can’t Hear What Men Don’t Say depois de um editor feminista ter dado a machadada no seu projecto. E Jack Kammer, autor de Good Will Toward Men, descobriu que os editores estavam relutantes em editar If Men Have All the Power Why Do Women Make the Rules porque temiam a reacção das feministas.
Como Evelyn Summerstein fez notar na publicação feminista, Bitch (“Absolutely Capitalist,” Bitch, Vol. 3, No. 1, 1998), cerca de 85% das pessoas que controlam a publicação de livros na América são mulheres feministas.
A internet promete libertar-nos desta censura disfarçada, mas bibliotecários e professores estão a trabalhar arduamente para o prevenir e reclamar controlo sobre a informação antes de ser publicada na internet. Alguns artigos, tais como “Testing the Surf: Criteria for Evaluating Internet Information Resources” (Alastair Smith, The Public Access Computer Systems Review 8, No. 3, 1997) argumentam que as pessoas deveriam ser ensinadas a evitar locais da internet que sejam “tendenciosas” e a preferir aquelas que tenham o cunho da “autoridade” ou de “organizações reputáveis”. Isto só acontece com locais que pertencem a bibliotecas e instituições de ensino. Bibliotecas e instituições ligadas ao ensino são instituições predominantemente ocupadas por mulheres e estas instituições normalmente ensinam o feminismo como facto e ignoram os direitos dos homens.
Repare-se na bem conhecida jornalista e autora feminista, Susan Faludi. De acordo com o autor da página web Femjour, “Faludi entende que a função de jornalista é criar mudança social através da educação das pessoas e ter tempo para investigar coisas. Um jornalista precisa de se apaixonar pela causa”. Os jornalistas de esquerda estão frequentemente comprometidos deste modo. Uma vez li um artigo no Guardian Weekly sobre um novo ou reemergente partido de direita na Áustria que quis restringir a imigração. Porque a imigração é um assunto fortemente emotivo nos países de língua alemã, eu tive que ler cerca de metade do artigo para encontrar alguma indicação das justificações que este partido dava para a sua política – a primeira metade era pura retórica sobre o perigo que este partido representava! O Guardian conta-se como um dos jornais de “qualidade” em Inglaterra!
Quando leio o jornal inglês de esquerda liberal Guardian Weekly, filtro tudo o que é tendencioso. Um dos seus subscritores, no entanto, disse-me que o lia precisamente pelas suas tendências! Esta é o tipo de pessoa que em Inglaterra é conhecida por um “leitor do Guardian”, isto é, alguém com um conjunto de pontos de vista politicamente correctos.
Na década de 1970, em Auckland, Nova Zelândia, foi-me recusada a entrada numa escola de jornalismo enquanto uma amiga marxista entrou. Explicou-me ela que o meu erro foi ir de fato à entrevista – o júri estava à procura de um jornalista para expedições e não um do tipo conservador. Como consequência desta prática subtil, o ocidente está inundado de jornalistas que foram seleccionados para os seus cursos ou empregos com base nas suas tendências de esquerda.
Em 1997, submeti uma comunicação oral ao comité legislativo nacional, que considerava algum projecto de legislação em matéria de guerra de sexos(2). O assunto actual era o pagamento de subsídios a pessoas (mulheres, na maioria dos casos) que eram consideradas vítimas de violência doméstica. Eram consideradas candidatas a este subsídio mesmo que os seus companheiros gozassem já de algum subsídio que fizesse que em condições normais as impedissem de o receber. Em representação da minha associação, fiz uma apresentação oral e escrita, sobre o tema do “Síndroma da mulher violentada” no prefácio do Projecto de Lei. Enviei alguns resumos para os meios de comunicação e quando vi algumas mulheres sentadas atrás da sala do comité tirando notas, perguntei se estavam presentes alguns membros dos meios de comunicação. Ninguém respondeu apesar de muitas estarem a escrever.
Fizeram-se duas intervenções orais antes da minha, e pelo menos uma depois. Apesar disto, apareceu um artigo no dia seguinte no único jornal matinal da cidade descrevendo as actividades do comité como se tivesse havido apenas uma submissão – de uma feminista. Isto dá uma ideia do que é a pressão feminista. Nem um comentário ou crítica de qualquer espécie. Obviamente, alguém do pessoal do jornal estava determinado em dar apenas uma versão da história – a feminista. O jornal é conhecido pela sua linha conservadora, mas esta linha não é obviamente seguida em todas as secções do jornal.
O esforço combinado de duas associações neozelandesas e homens e pais (New Zealand Men’s e Fathers’ Movement) conseguiram persuadir o comité em eliminar o conceito de “Síndroma da mulher violentada”, mas a Comissão Legislativa, tal como eu escrevi, está a tentar introduzi-lo na lei da Nova Zelândia com outro nome.
Este processo de lavagem cerebral levado a cabo por meios de comunicação, cinema, universidades e imprensa, não tem, no entanto que durar perpetuamente. Apesar dos seus melhores esforços, a realidade pode fazer cair esta montagem. Espero a chegada do dia em que este livro, tal como outros acontecimentos no mundo seja uma linha divisória neste processo.
A União Soviética e o Pacto de Varsóvia já não existem, a China tem-se declarado rica, e tem havido uma colossal agitação à direita nas políticas económicas ocidentais. Países do Leste e Sudeste asiático têm também ajudado a enfraquecer o estereótipo de que apenas os brancos podem ser ricos (e portanto “maus”). A vitimização da mulher e o politicamente correcto, tornou-se muito poderoso. Não desejo a sua destruição, mas estou convicto de que atacando um dos seus pilares – o feminismo – enfraquecemos o edifício completo.

Fonte: http://nzmera.orconhosting.net.nz/pcontent.html


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