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Feminismo Diabolico

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Quando os homens acordarem para sua experiência de opressão

...Quando os homens acordarem para sua experiência de opressão... O feminismo chegou a um ponto em que muitas mulheres sabem que não passa de um jogo, uma gramática com verdades e mitos próprios, assim como seus dogmas (p. ex., o patriarcado, a explicação de todos os aspectos da negociação sexual pelo "Falocentrismo", etc). Por outro lado, muitas mulheres continuam cegas para isso, e mal imaginam que estão plantadas sobre um terreno de gramática e de retórica - pensam, de fato, que estão falando pela "verdade". Isso também é compreensível: essa lavagem cerebral ideológica é necessária para que consigam tirar os olhos dos contra-exemplos que enfraquecem a radicalidade exigida para a ação ou o ativismo feminista. Não é conveniente olhar para as vantagens da mulher no jogo dos sexos, nem para o sexismo feminino, nem para as situações em que ela foi condolente, solidária e colaboradora nas estruturas e instituições de gênero, e muito menos para os aspectos em que o homem foi e é vítima (como o matrimônio, considerado por muitos a opressão última do homem - e não da mulher). É preciso fechar os olhos para tudo isso, a fim de construir uma fortaleza de linguagem e de retórica, uma língua particular e um dialogo exclusivamente feminino, quase uma dialética da experiência feminina. Mas agora imaginem que esse movimento continue nesse mesmo passo, e os homens decidam jogar o mesmo jogo. O que iria acontecer?
Imaginem a situação: uma mulher sai de casa maquiada, produzida, perfumada, e em vez dos homens interagirem com ela como machinhos orgulhosos, correspondendo ao seu estereótipo de "homem burro" e sempre excitado, decide usar um discurso parecido com o da feminista, mas ao contrário: "mas que é isso! Esse jeito de se vestir é um assédio e uma intimidação. Um franco desrespeito à condição de homem, e um apoio ao estereótipo anacrônico de que todos os homens são predadores insensíveis, objetos para mulheres atingirem um fim, e etc etc..." O discurso não tem fim, e ele se alimenta de si mesmo, num ciclo de sentimentos de oprimido que chegam até a extremos retóricos como esse "nós, homens, somos violentados todos os dias por esse modo como a mulher se comporta, usando de suas armas para explorar nossas inseguranças, usando os estereótipos culturais sobre nossa condição para nos oprimir, confundir e humilhar". E não paramos aqui: "nós homens somos obrigados a gostar de tudo o que vem da mulher, pois a sociedade nos educa a valorizar o homem que está sempre preparado para o sexo. Assim, somos todos os dias estuprados, pois somos obrigados a dizer sim a toda mulher, e ainda gostar. Se uma mulher dá em cima de um homem na rua, a responsabilidade cai sobre ele, como se fosse ele que quisesse. Ninguém acredita em um homem se ele diz que foi ele quem foi assediado. Isso é a pior forma de estupro: ser obrigado a dizer que gostou!"
O que acontece hoje nas mídias socias da internet é uma campanha de retórica intensa das mulheres, que cada vez mais acua os homens a terem de deixar de usar suas armas no jogo sexista, enquanto, por um milagre ideológico, as mulheres continuam usando as suas impunemente. A razão é simples: o homem está tão cego para suas possiblidades de defesa e de retórica porque ele mesmo foi ensinado a gostar de sua posição. O homem foi ensinado que ele é quem come, ele quem tira vantagem, ele quem tira o crédito. Por isso, acaba gostando do assédio geral que sofre todos os dias. A intimidação e o constrangimento da mulher sobre ele, é vista como nada: porque ele no fundo foi educado a gostar dele. O homem passou por um lavagem cerebral histórica, que o ensinou a tomar a responsabilidade até quando é vítima. Se alguém ousa dizer a uma muher: "saia", é ridicularizado e, obviamente, descredibilizado. "Quem ele pensa que é para falar não?" O homem tem que gostar. Mesmo se for amarrado e obrigado, isso é uma dádiva. "Estupro masculino? Não existe!"
Mas supondo que o homem passe a acordar, lentamente, para as suas situações de opressão, e comece a contrabalançar odiscurso feminista com um discurso de justiça para os homens. Já imaginaram o que se tornará a relação entre os gêneros? Sim, uma guerra franca. Em vez de paz e igualdade, se terá uma situação de perpétua ameaça e tensão social onde ambos se tratarão sempre como possíveis inimigos. Cada um terá às mangas um pacote de discursos e de retórica preparado para descarregar sobre o oponente em qualquer situação ambígua ou sugestiva. Ai de quem passar dos limites! Cada lado vai estar munido de leis, precedentes, medidas preventivas, cada um amparado pelo seu próprio "logos" discursivo. Isso poderá até ser o fim completo de todo romantismo. Mas quem aqui ainda é iludido pelo romantismo? Ele já acabou, de toda forma. Pelo menos, haverá o contrapeso da situação, porque, até onde vejo a linguagem já foi contaminada pela metafisica feminina, mas não há nem sinal do homem acordar para o sexismo que vem do lado oposto, a saber, as tecnologias femininas de intimidação, patrulha e punição - e que são, de fato, incrivelmente estruturadas e muitas vezes, sádicas.

Fonte: http://discussaodegeneroo231.blogspot.com.br/2013/09/quando-os-homens-acordarem-para-sua.html

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