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Feminismo Diabolico

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Feminismo é ódio





OI, DANIELLE, PRAZER EM CONHECER


Posted on Mar 2, 2013 | 1 comment

Esta é a transcrição traduzida de mais um vídeo da nossa Girlwriteswhat. O vídeo não está legendado neste momento. Quando der tempo eu parto pra a suadeira de legendar e postar no youtube a versão em português brasileiro.
Aldir.
http://www.youtube.com/watch?v=aUMifHT1AwY
Oi, todos, e oi, Danielle Paradis. Eu queria primeiro tirar um momento para te agradecer por responder ao desafio do Eric Duckman para debater com ele e comigo a questão sobre se feminismo é ódio. Você parece uma pessoa realmente legal, parece mesmo sincera e bem-intencionada e eu não quero que você pense que isso é um ataque pessoal a você, porque sinceramente você parece ser uma pessoa legal.
Mas, existem algumas coisas.
Primeiro, você abre seu vídeo citando que todos tem o direito à própria opinião, mas não a seus próprios fatos, e então você continuou para dizer que você, como feminista, adicionaria “ou ‘herstory’”. Concordo. Uma das razões de eu concordar é que uma das arquitetas primeiras do feminismo teórico – coisas como “O Patriarcado”, “Cultura do Estupro” e o Paradigma do Terrorismo Patriarcal na violência familiar – essas arquitetas eram primeiramente mulheres e elas pareciam pensar ter direito a seus próprios fatos, ou algo que eu chamaria de “fatos seletivos”. Dado isso, adicionar “Herstory”? Ótima ideia.
Eu também concordo com sua afirmação de que uma pessoa dificilmente encontraria uma feminista que não acredite que as mulheres “historicamente foram mais sobrecarregadas”, ou seja, que as mulheres foram historicamente, uniformemente, subjugadas em razão do seu gênero e os homens, historicamente, uniformemente privilegiados em relação a elas.
Então são duas coisas com as quais concordamos, logo de início. Eu não penso que vai ter muito mais em que vamos concordar, mas pelo menos, tem essas.
Agora, eu não fiquei realmente surpresa com a brevidade do seu vídeo. Quer dizer, tudo que ele contém são os típicos pontos repetidos por feministas como verdades autoevidentes, axiomáticas, a veracidade das quais você parece não precisar defender ou consubstanciar. Você apenas declara e supõe que qualquer pessoa concordaria com ambos por sua acurácia e as conclusões que você crê que eles fundamentam.
Eu, por outro lado, não tenho 100 anos de ativismo político e representação na mídia da minha posição sobre o que me sentar, nem 50 anos de institucionalização dos meus pontos de vista dentro da educação, desde o jardim da infância até a universidade. Então essa resposta vai ser muito longa para um só vídeo. Porque, você sabe, diferente das feministas, eu não posso ter o luxo de simplesmente fazer uma grande afirmação e seguir para fazer outra, sem prover fundamento racional e empírico para apoia-la. Sem realmente apresentar uma argumentação para ela. Veja, você pode se sair dizendo “’X é X”, sem dizer “Por que A, B, C…”. Eu não, porque meu ponto de vista não é o que foi engolido com anzol e linha pela maioria da sociedade.
Então, neste vídeo, eu vou abordar os poucos primeiros pontos que você colocou e vou ter que deixar os outros para outros vídeos, porque senão este vai ficar muito longo. O que eu vou tentar fazer neste vídeo é explicar algumas das razões por que eu acredito que o feminismo erra. Erra sobre a dinâmica de poder na sociedade (historicamente e hoje) e erra sobre as posições relativas a homens e mulheres na sociedade (histórica e atualmente). Espero que nós comecemos então a demonstrar por que eu acredito que feminismo é, sim, baseado em ódio.
Agora, para começar, você se lançou no que é um dos contra-argumentos mais previsíveis de feministas a qualquer contrafeminismo: a questão do direito ao voto. Você afirma inicialmente que negar a uma pessoa o direito a voto coloca a pessoa na posição de cidadão de segunda classe, que não lhe dar voz sobre as decisões que o afetam é subjuga-lo e porque isso foi negado às mulheres, isso é opressão baseada em gênero. Se esse é o caso, então TODOS, exceto uma pequena percentagem de homens, estavam no mesmo barco que as mulheres, por quase toda a história da humanidade. De fato, o tempo entre o sufrágio universal masculino e o feminino no ocidente foi ínfimo na história humana conhecida.
Então, no seu raciocínio, todos os homens, exceto os poucos no poder (sob a monarquia) ou os mais prósperos (na democracia, mas antes do sufrágio universal masculino) também foram oprimidos por seus governos exatamente da mesma forma que as mulheres.
Agora, se esse governo se esse governo tivesse uma rainha, estariam os homens subjugados com base no seu gênero? Eu acho muito problemático presumir isso, porque um homem está no poder ou porque uma mulher está no poder, aquela pessoa não vai se importar com o sexo oposto. Esse argumento é absurdo. Não tem sustentação.
Por outro lado, mesmo homens sem qualquer importância, homens que eram subjugados por seus governos, sem voz, nem vez, nem voto, carregavam um fardo maior e mais custoso para com suas comunidades do que as mulheres.·.
É bobagem até mesmo avaliar “quem carregou o maior fardo” durante um período da história quando homens e mulheres tinham fardos muito diferentes para carregar e quando havia pouca ou nenhuma opção para qualquer um escolher outro peso. O peso dos homens pode mesmo ter sido menor, mas mesmo assim mais pesado e mais difícil de levantar, isso de longe. E mesmo eu sabendo que feminismo é altamente anticientífico, eu posso demonstrar isso com um simples argumento biológico.
Quando as condições a que são sujeitos dois animais, por um grande período de sua evolução, são muito diferentes, uma das formas mais fáceis de determinar quem enfrentou o papel mais oneroso é ver o que a biologia tem a nos dizer. Se nós virmos os primatas monogâmicos como os saguis, machos e fêmeas vivem vidas quase idênticas. A única diferença entre os papéis de macho e fêmea naquela espécie é que as fêmeas gestam, dão à luz e amamentam e os machos, não. Os machos, no entanto, coletam comida, alimentam e supervisionam os mais jovens, e são escolhidos como parceiros pelas fêmeas com base na capacidade de realizar as mesmas tarefas que as fêmeas. De fato, pra dizer a verdade, as fêmeas dos micos escolhem os machos com base na capacidade deles de ser maternais.
E quando você vê macho e fêmea saguis, você não consegue diferencia-los – porque são do mesmo tamanho, tem a mesma massa muscular e densidade. Fora os órgãos reprodutivos, eles são basicamente idênticos, porque eles fazem todos a mesma coisa e tem feito as mesmas coisas por muito tempo. Eles são igualitários.
Agora, veja os humanos. Os homens têm ossos mais fortes, mais massa muscular, inclusive a massa muscular correspondendo a mais da massa muscular e mais células vermelhas por volume de sangue do que as mulheres. Essas diferenças existiriam se os papéis das mulheres fossem remotamente mais extenuantes, onerosos ou perigosos quanto os dos homens? Se as pressões de seleção natural sobre as mulheres fossem tão severas e rigorosas como as colocadas sobre os homens?
O que o nosso dimorfismo sexual nos diz é que os homens tiveram que ser capazes de fazer os trabalhos mais difíceis e perigosos do que as mulheres, em continuidade, ao longo da nossa história como seres humanos, e que as mulheres não foram sujeitas a esse tipo de pressão. Se elas tivessem, elas teriam evoluído com um corpo mais tosco.
E o que eu acho mais interessante é que muito pouco desse trabalho intenso e perigoso que os homens faziam era necessário para a sobrevivência dos homens individualmente.
Quero dizer, pense nisso um minuto – quanto mais trabalho você precisa para prover para toda a família, em vez de só para você? Eu poderia te dizer uma ou duas coisas sobre isso – se eu tivesse que cuidar só de mim, eu poderia viver como uma rainha com um salário de garçonete. Eu nunca teria que deixar de comprar o que eu quisesse só porque as pessoas dependentes de mim precisassem mais de jantar do que me ver com novo par de sapatos.
Quanto mais trabalho seria para um homem nos velhos tempos para prover para uma esposa menos produtiva do que ele, e várias crianças ainda menos produtivas, em vez de prover só para ele? Quanto menos seguro era para ele escolher proteger uma mulher menor e mais fraca do que ele, que era vulnerável devido à gravidez, amamentação, E muitas crianças vulneráveis, do que se ele fosse a única pessoa que ele tivesse que proteger?
Se os homens não fossem preparados para voluntariamente carregar esses fardos para poupar as mulheres deles, como seria, Danielle? As mulheres poderiam ter esqueletos duros e maiores músculos do que eles, porque elas teriam que evoluir essas coisas para sobreviver. Eu honestamente não sei como foi que mais homens não fizeram o que fez Buda, simplesmente largar esses fardos e sair andando – quer dizer, esse cara certamente teve mais tempo pra pensar na vida e ponderar a natureza do Universo, dormir e ficar gordo pra caralho, uma vez que ele não tivesse esposa e meninos pra cuidar.
Pra ilustrar melhor ainda como os homens podem gozar de mais status que as mulheres ao mesmo tempo vidas mais difíceis – você sabe, levando a pior, a pior parte no negócio, tudo isso – vejamos um caso extremo de uma sociedade estrita e altamente patriarcal – algo relativamente desconhecido em culturas de caçadores-coletores: A dos Inuit.
Na maioria das sociedades de caçadores-coletores, os papéis de gênero são tão diferenciados quanto em qualquer sociedade tradicional. MAS, os papéis de macho e fêmea normalmente exigiam níveis similares de status social, respeito e admiração. Esse não era o caso com os Inuit. Homem Inuit
Mas uma das formas mais chocantes em que as sociedades Inuit se diferenciavam de outras sociedades de caçadores-coletores era que na maioria das sociedades de caçadores-coletores, homens e mulheres traziam mais ou menos a mesma quantidade de comida – de fato, às vezes, as mulheres traziam mais. As mulheres podem não ter se tornado dominantes, ou ter mais status do que os homens, porque não se esperava que elas arriscassem suas vidas para trazer a comida que elas traziam, da forma que se esperava dos homens no ato de caçar. Mas os inuit eram muito diferentes. Não só os homens traziam mais de 95% de toda a comida, eles o faziam com risco extremo de suas vidas e saúde, sob condições mais severas que as de qualquer outra pessoa na Terra.
As taxas de ferimentos e ferimentos causando morte prematura entre os homens inuit do passado eram horrendas. Quer dizer, esse é um monte de caras de quem se esperava sair num maldito caiaque numa temperatura de -40 graus e atirar lanças em baleias 200 vezes maiores que eles, ou sair pisando em gelo traiçoeiro onde você, se cair, é morte certa, para caçar focas, para trazer pra casa toneladas mais de carne do que eles sozinhos seriam capazes de comer, e repartir aquela carne com as mulheres e crianças que assim podiam ficar em casas, sãs e salvas.
Agora, eu me pergunto o que você pensa que teria acontecido se você convencesse aqueles homens que suas esposas precisavam deles como peixes de bicicletas. Qual seria o resultado para as mulheres? E se você dissesse a esses homens: “essa mulher e esses filhos não são mais seus, eles não te pertencem, portanto você não tem qualquer direito de dar ordens a eles, nem você tem qualquer responsabilidade de cuidar deles”? Ou se você dissesse que as mulheres são tão capazes quanto os homens e que elas são iguais aos homens de todas as formas que importassem? E se você realmente convencesse esses homens disso? Caramba, e se você realmente convencesse os homens Inuit que o trabalho das mulheres é tão importante e prestigioso quanto o dos homens? Como seria se um monte deles resolvesse ir costurar?
Sabe, esses homens que podiam, se eles quisessem, simplesmente se mandar sozinhos, derrubar uma foca bebê a cada um ou dois meses e ficar ótimos, mastigar pele, trabalhar o couro, costurar a própria roupa não é tão difícil, e então eles teriam um montão de tempo livre pra fazer isso sem todas aquelas bocas extras pra alimentar.
Você não acha que talvez esses homens poderiam escolher não se arriscar e se sacrificar como os homens Inuit faziam, se tudo que eles ganhassem fosse a mesma recompensa que as mulheres Inuit? Você realmente acha que esses homens teriam, ou se poderia esperar deles, se arriscar e sacrificar como os homens Inuit faziam, pelas mesmas recompensas e status das mulheres Inuit? Você acha? Ou eles teriam dito: “Opa, ela é minha igual, ela pertence só a ela mesma, e os filhos dela tampouco são meus. Deixa ela pegar a comida dela.” Porque sabe de uma? É exatamente o que eu diria se alguém me convencesse de tudo isso.
Quer dizer, nunca ocorreu a vocês, feministas, que os mais extremos “patriarcados” ocorrem nos lugares de piores condições de vida?
Você acha que essas mulheres estariam melhores – sabe, menos oprimidas – sendo vistas como iguais a seus homens – iguais e portanto sem necessidade da provisão e proteção dos seus homens? Vocês se perguntam se deve ter havido uma mulher Inuit grávida, lá fora no gelo tentando encontrar uma foca pra espetar para ela poder comer? Você já pensou que talvez, apenas talvez, ela pode ter sido perfeitamente feliz em trocar algo valioso para assegurar a cooperação e apoio que impunham um custo e riscos tão hediondos sobre ele? Que a sobrevivência dela naquele ambiente dependesse tanto dele arriscar a vida, braços e pernas toda vez que ele saísse, que ela pode ter pensado que status social e autonomia pessoal eram preços muito baixos para pagar em troca do que custaria a ELE para dar a ela o que ela precisasse?

Gravura de casamento medieval: Um mais “escravizado” que o outro?
Você sequer pensa se o casamento não era uma forma de forçar as mulheres a serem escravas dos homens, e ter os filhos dos homens e prove-los de serviços domésticos grátis, da forma como tantas feministas de segunda onda pintavam, mas sim uma forma de forçar os homens a se tornar escravos das mulheres, para suportar os filhos DELAS e prestar serviços de provisionamento e proteção às mulheres? Você nunca se pergunta se, talvez, não seriam AS DUAS COISAS?
“AiMelDels”, eu acho que eu acabei de espantar a mim mesma agora.
Vocês nunca pararam para pensar por que a própria ideia de feminismo apenas ocorreu às mulheres quando o desenvolvimento econômico, político e tecnológico finalmente significou que trocar de lugar com os homens significaria melhorar, em vez de piorar? Essa ideia provavelmente explica bem por que o feminismo se originou entre as mulheres mais abastadas e privilegiadas primeiro, né não? Quer dizer, mesmo Mary Wollstonecraft era honesta o suficiente para chamar de privilégios das mulheres exatamente o que ela alegou que deveriam ser eliminados. E eu só não entendo por que ela não era mais popular entre as mulheres das classes trabalhadoras, que dependiam desses privilégios para sobreviver!
Eu não sei se você percebe isso, Danielle (sendo feminista e portanto anti-científica como você), mas o provisionamento e proteção masculinos às mulheres e crianças é um presente e um luxo que poucas fêmeas de quaisquer espécies sexualmente dimórficas puderam usufruir.
Pergunte à fêmea bonobo, que troca sexo com cada macho na sua comunidade em troca por direitos de forrageamento e ambivalência masculina em relação a sua prole – não alimento e assistência reais para cuidar dos filhotes, mas pelo direito de fazer seu próprio forrageamento em uma área que o macho poderia preferir ter para ele, e o direito de não ver sua prole vítima de infanticídio competitivo, por um macho que preferisse vê-la produzir filhos dele em vez dos do seu irmão.
Porque é assim que a natureza funciona, Danielle, e esse não é o jeito como a sociedade humana tem funcionado há muito tempo.
Uma das razões para as mulheres humanas terem sido capazes de permanecer significativamente mais fracas que os homens é porque os homens eram continuamente sujeito a condições mais extremas e exigentes do que as mulheres, ao longo de toda a História. E uma das razões por que não temos mais em comum com os bonobos – por que nós nos tornamos a espécie mais dominante e inteligente no planeta, de fato – é porque as mulheres e crianças se beneficiaram dos homens fazerem isso, de serem sujeitos a essas condições. Porque os homens, diferentes dos machos bonobo, estavam realmente dispostos a partilhar os benefícios e recompensas de suas condições mais duras de sobrevivência com as mulheres e crianças, porque as mulheres, diferentes das fêmeas bonobo, estavam dispostas a trocar individualmente algo valioso em troca de um investimento pessoal de um homem.
E eu sei que tudo isso é tão frio e não civilizado. Esses homens Inuit deveriam estar querendo arpoar baleias de caiaque e compartilhar a carne com mulheres e crianças e dar suas vidas para proteger mulheres e crianças, sem qualquer expectativa de nada mais extra. Eles deveriam querer fazer isso só pra fazer. Para nada. Isso seria “justo” para todos. Era “opressão” das mulheres que os homens Inuit recebessem status social mais alto, mais respeito e um pouco de direitos extra em troca por fazer uma tonelada de porcaria que eles não precisariam fazer pra eles mesmos, mas faziam de qualquer jeito, porque mulheres e crianças precisavam que eles fizessem. E era realmente “injusto” que as mulheres não tivessem o poder nessas sociedades, porque, ORA, quem não tem que arriscar nada, pagar nada, ou sair no gelo, deveria ter poder IGUAL em decisões que afetassem a todos na comunidade.
E sabe, talvez seja essa perspectiva feminista – o dever de um homem de partilhar o resultado do seu trabalho com a mulher, se colocar entre o perigo e a mulher, se arriscar e pagar para benefício da mulher durante uma história onde os riscos e fardos de fazer isso eram tão altos (razão por que não se esperava que as mulheres os carregassem) é opressão contra as mulheres simplesmente porque os homens não se dispunham a fazer isso em troca de nada. Eu acho que esse foi o primeiro alerta que eu tive de que o feminismo se baseia em preconceito e ódio. Porque você meio que precisa odiar alguém pra dizer que o grupo dele oprimiu as mulheres por toda a história por fazer o que era imprescindível – inclusive morrer – para mantê-las a salvo, abrigadas e alimentadas. Você, tipo, precisa odiar alguém para alegar que o velho sistema só existia para beneficiar os homens à custa da escravização das mulheres, quando aquele sistema é a única razão pela qual as mulheres ainda estão por aqui, pelas mulheres não serem como as fêmeas bonobo. E é definitivamente ódio dizer que as mulheres não foram cúmplices nesse sistema, que elas não são responsáveis pelas coisas terem sido como foram. Mas feministas fazem isso todo o tempo.
Como Hilary Clinton já disse (e sim, estou parafraseando), os homens nunca foram as vítimas primárias de suas próprias mortes na guerra. São as mulheres que são atingidas, ainda vivas e criando seus filhos sozinhas, que são as vítimas primárias da morte dos homens.
Se eu alegasse que a o marido de alguém fosse a vítima primária da morte da esposa, porque ele ficou sozinho para cuidar das crianças sozinho, você me chamaria de misógina. E você estaria certa.
E eu sei que não é a mesma coisa, porque as mulheres sempre foi pior para as mulheres, certo? Elas só tiveram da sociedade o que era necessário para a própria sociedade e isso é injusto. Aquele versículo da Bíblia sobre as mulheres serem obedientes a seus maridos se eles quisessem ficar do lado direito do homem no quarto de cima, isso são os injustos papéis de gênero. Mas os diversos versículos determinando que os homens eram 100% responsáveis pela sobrevivência suas esposas, suas crianças, suas mães viúvas, suas irmãs não casadas e qualquer outra parenta ou agregada que não pudesse ser autossuficiente, se ele quisesse que Deus o aprovasse. NÃO! Nada disso era injusto. Nada era discriminação de gênero. A bíblia conseguiu ser injusta só com as mulheres.
Tudo que o homem teve foi poder. Só poder. O bem-bom só por terem pênis, nenhuma outra qualificação requerida.
Você sabe, por três anos eu fui a única coisa mantendo vivos a mim e minhas três crianças, e alimentadas, e com um teto sobre as cabeças e tudo mais. E sabe de uma? E um saco. Mesmo agora, mesmo hoje, mesmo nesse mundo tão mais fácil, é uma droga. E seria um saco muito maior se ainda fosse na era do trabalho braçal e zero padrão de segurança no trabalho, do jeito como as coisas eram quando se esperava que os homens carregassem o fardo de prover para as mulheres e crianças sobre o MALVAAADO Patriarcado.
Mas de qualquer jeito, vamos voltar ao voto agora e como não ter voz nas decisões que afetam você é subjugação.
A propósito, há atualmente uma campanha para baixar a idade para o voto no Canadá para 16 anos. Você acredita que os canadenses entre 16 e 18 são subjugados, Danielle? Você apoia esses esforços? Se não, por que? Que tal os canadenses ABAIXO de 16? Eles são subjugados? Você apoiaria esforços para ampliar o sufrágio para 14? Ou 12?
Você presume que porque as crianças não podem votar o governo não tem interesse em seu bem-estar? Sabe, sua segurança, felicidade e bem-estar? Te passa pela cabeça uma coisa dessas?
A despeito disso, a história da expansão do sufrágio é muito mais complexa e cheia de nuances do que a maioria das feministas te leva a crer. Por exemplo, até logo antes do sufrágio feminino nos EUA, o sistema não era o de voto secreto. Porque o voto era aberto nos anos iniciais do sufrágio masculino, houvera numerosos casos de empregadores exercendo coerção sobre os homens empregados para votar do jeito como eles queriam, e havia reais preocupações sobre algo similar acontecer entre maridos e esposas, ou pais e filhas. Havia muita preocupação com a possibilidade de que o voto feminino seria o mesmo que dar a homens inescrupulosos dois votos.
Por outro lado, se você observar várias campanhas de propaganda política daquele tempo, você vai ver uma boa quantidade de “Senhoras, digam a seus homens para votar assim e assado!” E muita coisa do tipo. Eu nem imagino, com o comparativamente minúsculo orçamento de campanha que eles tinham na época, e o custo de papel e tinta, que qualquer um teria desperdiçado recursos para imprimir pôsteres assim, a não ser que se soubesse que as mulheres eram perfeitamente capazes de influenciar ou mesmo controlar os votos dos maridos.
Eu estou bem certa de que você não está consciente que algumas das mais famosas sufragistas – como Emmeline Pankhurst, na Inglaterra – não faziam campanha pelo sufrágio universal feminino. Emmeline Pankhurst estava atrás é do “sufrágio das dez libras” para as mulheres ricas e o resto das senhoras do Reino Unido podiam ir plantar batata. Quanta nobreza!
Pode também ser do seu interesse saber que em 1917, no calor da q1ª Guerra Mundial, quando o governo dos EUA começou a sentenciar os que evitavam a convocação militar, um grupo de ativistas quis impugnar o alistamento obrigatório. No julgamento da impugnação, pela Suprema Corte, diz:



“Não há que se duvidar que a própria concepção de um governo justo e seu dever aos cidadãos inclui a obrigação recíproca do cidadão prestar o serviço militar em caso de necessidade, e direito do Estado de obriga-lo.”
Então, o alistamento obrigatório foi julgado constitucional e autorizada sua continuidade, porque era considerada uma prestação recíproca obrigatória dos cidadãos em troca pelos direitos da cidadania concedidos pelo governo. De fato, isso foi amplamente por causa do sacrifício enorme dos homens durante a Guerra Civil estadunidense (alguns deles alistados compulsoriamente) que levou os homens à concessão do sufrágio aos homens nos EUA, pra começar – foi considerado injusto ordenar a um homem que morresse por um país onde ele não tinha direito a voto. Pensou-se que se os homens tem uma obrigação – social ou legal – de ir de encontro à morte para proteger a sociedade, eles deveriam realmente ter voz e voto sobre qual tipo de sociedade eles deveriam proteger. Eu acho difícil argumentar contra esse tipo de raciocínio.
Então, você talvez você possa me dizer, o que as mulheres deviam à sociedade, que tipos de fardos e sacrifícios elas deviam fazer, se necessário à força? Era algo remotamente no mesmo nível de colocar um uniforme e correr de encontro a baionetas inimigas? Mesmo? Sério?
De fato, MUITAS mulheres se opuseram ao sufrágio feminino no fim da década de 1800 e início dos 1900 – tantas e tão veementemente que foi quase na mesma tarde que sua oposição foi superada por um consenso geral entre as mulheres de que elas queriam, sim, votar, que as mulheres realmente puderam. Por que qualquer mulher se oporia ao sufrágio feminino, você pode estar se perguntando… Bem, porque os direitos e os deveres da cidadania sempre tinham andado lado a lado para os homens. E muitas mulheres anti-sufragistas se preocupavam que isso se aplicasse às mulheres também.
Oh, anti-sufragistas, suas loucas. Vocês não entenderam? As mulheres ganham tudo que é porra sem pagar, não só no bar, show, discoteca e restaurante.
Nem precisa dizer que a vasta maioria de homens que lutaram e morreram na Guerra Civil, fossem voluntários ou obrigados, não tiveram voto. Os homens estadunidenses que continuaram vivos depois da guerra receberam direito a voto pelos sacrifícios passados, e em antecipação pelos futuros. Você pode também não saber que na época quando aquele recurso constitucional contra o alistamento compulsório foi rejeitado, a idade para o voto masculino nos EUA era 21, mas a idade para alistamento obrigatório era 18 e ½ . O mesmo acontece para cada guerra dos EUA para a qual tenha havido alistamento obrigatório, até haver pressão pública sobre o governo, por causa dos veteranos feridos voltando do Vietnã sem direito a voto – que constrangimento para todos! Só então a idade para votar baixou para 18 anos.
Agora, eu me pergunto quão subjugado deve ter se sentido um rapaz de 19 anos, sangrando até morrer num campo de batalha da 2ª Guerra, sem direito ao voto. Eu também imagino o que aquele menino pode ter pensado sobre as mulheres em “luta” pelo sufrágio feminino, seguras em casa, no mesmo momento em que ele estava morrendo a mando do seu governo, sem ter voto. E eu imagino se ele teria se sentido mais ou menos subjugado, se tivesse sido convocado ou se uma daquelas mulheres doidas pra ter voto o tivessem constrangido a se alistar, dando a ele uma pluminha branca.
No Canadá, 125.000 homens foram convocados na 1ª. Guerra 25.000 dos quais foram enviados às linhas de frente da guerra que mataram 10 milhões de homens, de todos os lados. Fale-me sobre o fardo mais pesado – dez milhões de fardos mais pesados, para ser exata. O nosso governo foi um pouco mais sensível do que os de outros países e juntamente com a legislação de convocação, em 1917, aprovou a lei dando direito a voto a todos então em serviço militar ou que houvessem servido, mesmo abaixo dos 21 anos. Soldado canadense com com queimaduras de gás mostarda no rosto e parte do corpo: As enfermeiras tiveram primeiro o direito a voto.
Parabéns, Canadá! E mesmo você, Danielle, está tecnicamente correta em dizer que as mulheres receberam o direito a voto em 1917, o voto foi apenas dado às mulheres militares, ou a mulheres que representavam seus parentes homens lutando além-mar.
Então, mesmo no Canadá, o serviço militar esteve relacionado à expansão do direito a voto. Duas mil enfermeiras militares (nenhuma foi obrigada por lei, porém, mas todas elas admiráveis em seu serviço e nos sacrifícios necessários para isso) se tornaram algumas das primeiras mulheres com direito de voto no Canadá. O restante de nós teve que esperar mais um ano “todim”.
Lá por 1920 e 1918 respectivamente, os governos dos EUA e Canadá estenderam o sufrágio a todas as mulheres brancas em idade de votar, a despeito das mulheres não estarem sujeitas nem a alistamento, nem à expectativa social de sacrificar suas vidas a serviço das decisões de seus países.
Um segundo alistamento obrigatório ocorreu no Canadá durante a 2ª Grande Guerra, e então se tornou uma norma nos EUA em 1948, com a Selective Service Act (que permanece vigente até hoje). Entre 1950 e 1953, 1.5 milhão de homens norte-americanos foram convocados. Qualquer um entre 18 e 21 anos não tinha direito a voto, embora o seu governo fosse capaz de coagi-los a servir.
Em várias nações democráticas modernas, como a Noruega e a Coreia do Sul, o serviço militar segue sendo uma obrigação mandatória para os cidadãos. Bom, se o cidadão é homem.
E que preço as mulheres tem que pagar, em termos de uma obrigação como cidadãs ao governo, em troca por seu direito de votar? Nenhuma, você diria? Oh, sim, tá certo, apenas homens tiveram que adquirir seus direitos de cidadãos – as mulheres só tiveram que finalmente concordar entre si que elas queriam, e então requisitaram.
E à luz disso, você sabe o que é realmente incrível? Os homens eram, às vezes, nem sempre, sido isentos durante as convocações se eles fossem casados ou tivessem filhos, porque convocar um marido ou pai era considerado um encargo injusto sobre as mulheres e crianças, a ser evitado, se possível. Uma das poucas formas que de um homem evitar sua obrigação à sociedade – morrer – era se uma mulher ou criança tivesse que ajuda-lo a pagar o preço. Sim, a sociedade estava mesmo interessada em por mais encargos sobre as mulheres, certo!
Eu também achei meio engraçado você mencionar o sufrágio feminino no Kuwait. Eu tenho certeza que isso foi por causa de, “OMG”, 2005, certo? Porém, o status do Kuwait como democracia tem sido constantemente inconstante desde 1920, pô, mesmo desde a independência lá, no início dos anos 60. Além disso, após uma rápida espiada nas informações sobre o país, eu descobri que apenas os cidadãos do Kuwait podem votar, e a maioria dos residentes no Kuwait, sabe, aqueles que seriam afetados pelas decisões do governo do Kuwait – não são tecnicamente cidadãos. Mesmo cidadãos naturalizados tem que esperar até 30 anos antes de poder votar.
Uau. Isso é MUITA opressão, metade dela sobre homens, mas você parece apenas preocupada com as mulheres, então claro que você não se importou em ler mais.
Ei, eu tenho uma ideia: Eu acho que vou ler mais e ver se o Kuwait emprega o alistamento obrigatório…
Uau, quer saber? Lá tem, sim. Os homens kuaitianos que são cidadãos são obrigados, na idade de 18, e olha só, você não sabe? A idade mínima para votar no Kuwait é 21 anos. Então os homens kuaitianos, e só os homens, podem ser forçados a dar suas vidas por governos nos quais eles não votaram. Mas que… Bom, eu não posso dizer que seja exatamente chocante, posso?
Igualmente interessante é que o voto no Kuwait é ativamente negado a homens que estejam no serviço militar. Isso mesmo, você me ouviu. As mesmas pessoas arriscando suas vidas (por escolha ou contra seu consentimento), com base nas decisões de seus governos, têm explicitamente negada a participação naquelas decisões. Que tal essa opressão?
Também interessante, os voluntários beduínos nas forças armadas do Kuwait normalmente se alistam por causa de promessas de que o serviço militar possa resultar em cidadania e direito a voto. Acho que é isso que significa “pagar pra jogar” e parece que é isso que os homens fazem desde o começo.
Eu acho que o que eu estou tentando dizer com tudo isso de alistamento e cidadania política é que a o direito a voto, no início, estava conectado ao serviço militar. Mesmo as primeiras mulheres que tiveram direito a voto no Canadá, tiveram isso como retorno por seu serviço militar ou em nome dos parentes homens que estavam servindo.
Não, se o seu posicionamento é que uma pessoa é subjugada ao não opinar sobre decisões que afeta a ela, então eram os homens que podiam ser obrigados pelos governos a morrer que foram mais subjugados do que qualquer mulher que nunca votou. A convocação militar é uma decisão particular do governo que NUNCA envolveu tão diretamente as mulheres como fez com os homens. E é simplesmente lógico que em países onde um sistema legal ou obrigação social seja dispor da vida de alguém para benefício do governo ou de outros cidadãos, essa decisão fosse considerada importante o suficiente para aqueles diretamente afetados por isso serem os primeiros a ser ouvidos. Em algum momento. Uma vez que um monte deles já tivesse morrido.
Eu também imagino se você pôde imaginar o inverso dessa equação, como é agora: que as mulheres hoje têm voz nas decisões do governo – uma voz de grupo bem maior do que os homens em vários países, por puro e simples número. Em qualquer país com sufrágio universal e alistamentos para homens, o bloco do eleitorado feminino pode unilateralmente tomar a decisão de mandar os homens, sem eles quererem, só eles, e sem eles quererem, para morrer. Isso é um grande risco de dano moral, se você pensar bem.
Tenho certeza que você e suas irmãs feministas vão conseguir resultados na luta para retificar isso – seja ativa e incansavelmente exigindo o fim do alistamento e serviços só para homens em países onde isso existe, seja vigorosamente protestando para incluir as mulheres nas obrigações.
Quer dizer, vocês feministas querem igualdade, certo? E inclusividade! Ou vocês só querem isso nas áreas de opções e direitos, e não nas áreas de obrigações legais e sociais, responsabilidade e imposição governamental?
Então, para reiterar:
Sim, embora eu acredite que todas as feministas (especialmente as do pensamento predominante), honestamente acham que as mulheres foram historicamente cidadãs de segunda classe, as coisas são muito mais complexas que isso. As mulheres podem ter sido consideradas cidadãs diferentes dos homens, mas é desonesto usar um termo como “cidadãos de segunda classe”. Esse termo não compreende as isenções dos encargos e obrigações dos cidadãos do sexo masculino que as mulheres usufruíram historicamente e ainda de que ainda desfrutam hoje, ou qualquer dos privilégios que elas tiveram através da obrigatoriedade dos papéis tradicionais masculinos.
A grande massa de “extras e bônus” que os homens receberam – em direitos legais e status social – foram resultado das maiores obrigações exigidas pela sociedade, o preço mais alto que eles tiveram que pagar em termos de proteger e prover por outros além deles mesmos – especialmente mulheres e crianças – e o fato de que eles terem sido socialmente e mesmo legalmente responsáveis pela sobrevivência e bem-estar de outras pessoas. Nenhum desses fardos jamais se esperou que as mulheres carregassem. Esses têm sido fardos que as mulheres tiveram o privilégio de esperar que outros carregassem, privilégio que elas ainda têm e elas não teriam nunca gozado desse privilégio em tempos passados e mais difíceis, se elas tivessem sido vistas como iguais aos homens.
Então, quando feministas insistem que as mulheres foram injustiçadas, estão contando metade da história. E meias verdades são mais perigosas, muito mais, do que mentiras, porque são mais fáceis para as pessoas engolir – tão fáceis que muito poucas pessoas sequer disseram a vocês, feministas, para fundamentar suas próprias conclusões colocando os fatos no contexto inteiro, não só os fatos que vocês selecionam.
Meu próximo vídeo será sobre sua afirmação de que o feminismo não é tão poderoso quanto nós do movimento dos homens pensaríamos e em antecipação disso eu gostaria que você ponderasse nessa citação de Warren Farrell: “A maior fraqueza dos homens é sua fachada de força, a maior força das mulheres é sua fachada de fraqueza.”.
E se você por acaso ainda estiver vendo isso, Danielle, se eu não fiz você fechar o notebook com um belo palavrão, acho que verei você em alguns dias, quando eu postar meu próximo vídeo.
Karen Straughan (Girl Writes What)

Fonte: http://www.direitosdoshomens.com/oi-danielle-prazer-em-conhecer/

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