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Feminismo Diabolico

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Masculinismo

Masculinismo

Conjunto de abordagens sociais, políticas, filosóficas e morais que questiona as desigualdades de gênero e combate o sexismo contra o homem.
Diferencia-se do machismo por buscar uma distribuição justa de direitos, competências e deveres sociais entre os dois sexos, e uma nova orientação da sociedade distinta do matriarcado velado que existe atualmente.
A primeira resposta secular ao feminismo partiu do pensador britânico Ernest Belfort Bax, considerado por isto o primeiro masculinista. Foi um teórico de escopo socialista do início do século XX, que em resposta ao feminismo, escreveu seu livro A fraude do Feminismo (Inglês) cujos capítulos têm títulos como A cruzada anti-homem, Sempre as inocentes machucadas e O falso cavalheirismo. Outro texto importante, que encerra vários temas ainda vigentes, foi Em defesa das mulheres de Henry Louis Mencken, publicado en 1917.

Causas

Na atualidade, o masculinismo evoluiu como resposta à mudança de papel e de atitude das mulheres. Entretanto, o masculinismo não se limita a uma resposta ao feminismo. Ainda que algumas ideias masculinistas tenham surgido do confrontamento com as queixas feministas, existem outros temas, como:
Os masculinistas lembram a existência de leis diferenciadas, aplicação seletiva das leis e a negação de seus direitos civis como exemplos de discriminação contra homens de qualquer idade e orientação sexual. Algumas causas masculinistas estão relacionadas a seguir:

Diferenças de tratamento por parte do Estado
Tribunais de todo o mundo privilegiam as mulheres quando há disputas pela guarda dos filhos de casais separados. Os masculinistas preconizam o uso de critérios mais igualitários e a adoção, sempre que possível, da guarda compartilhada. [3]
Há leis específicas que tomam conta das necessidades femininas sem levar em conta necessidades correspondentes masculinas. Os masculinistas esperam que haja políticas públicas masculinas também. [4]
Preconceito contra homens no sistema judiciário, que recebem penas mais longas pelos mesmos tipos de crimes.
Diversos países condenam à cadeia os homens que não têm condições de cuidar economicamente dos próprios filhos [5]. A mesma medida não é tomada relativamente às mulheres.
Em alguns estados estadunidenses as mulheres podem se casar com idade menor que os homens.[6] Também há estados onde é ilegal existir escolas femininas, mas não masculinas.

Educação
Em diversos países, inclusive no Brasil, observa-se que homens são obrigados a abandonar os estudos mais cedo [7] [8] [9] que as mulheres por conta da manutenção da ideia de que é do homem a obrigação de sustento da família. Entretanto não há políticas públicas no sentido de anular este efeito.
Existe a preocupação de que em algumas universidades os programas de estudo de gênero se ocupam mais de ensinar ideologia feminista que igualdade de gênero. O conteúdo destes cursos varia, e alguns inclusive tratam de temas masculinos, mas os masculinistas temem que muitos destes cursos ensinem o ódio contra os homens. Há feministas que sustentam que discutir temas masculinos é redundante, pois através da história a academia sempre esteve focada na masculinidade. Os que apoiam tais ementas alegam, porém que todos os temas a elas relativos são atuais e exigem discussão: divórcio, homossexualidade masculina, masculinidade, paternidade ou saúde masculina.
Emprego
Em diversas ocupações os critérios de admissão são mais rígidos para os homens, como nas carreiras militares. Alguns masculinistas supõem que ao se exigir maior capacidade física de homens que de mulheres espera-se que eles trabalhem mais para receberem o mesmo salário.
Para os masculinistas há desigualdade entre as licenças por paternidade e maternidade, além do que se justifica por conta do cuidado com a saúde da mãe.
Muitos empregos são majoritariamente masculinos, como motorista e bombeiro, feministas sempre trataram este fenômeno como preconceito de gênero e lutam para derrubá-lo [10]. Outros tantos empregos são majoritariamente (ou quase exclusivamente) ocupados por mulheres, como auxiliar de Enfermagem ou professora primária. Mas não se tem por discriminatório o segundo grupo, mesmo que o mercado de trabalho rejeite candidatos homens para estas ocupações. [a].
Dados de um relatório americano de 1994 demonstraram que 94% das fatalidades em trabalhos ocorreram aos homens. O masculinista Warren Farrell argumentou que os homens são normalmente confinados em trabalhos perigosos, sujos e fisicamente exigentes de uma maneira desproporcional e injustificada.

Saúde
Por diversos motivos (sobretudo pelo fato de trabalharem em média 25% mais semanalmente que as mulheres e terem menos tempo livre [11] ) os homens buscam menos assistência médica [12] que as mulheres. De modo contraditório a maioria dos programas de conscientização sobre questões de saúde e de popularização de métodos diagnóstico/terapêuticos se destinam ao público feminino (como câncer de mama, de útero, etc) enquanto o câncer de próstata (que atinge 1/6 dos homens) que possui um índice de mortes muito maior, é pouco ou nada divulgado. [13]
Opções limitadas de anticoncepcionais masculinos. Dificuldade de acesso a eles pela saúde pública. [14]
Sociedade
Falta de defesa do direito dos homens; maior número de programas sociais destinados às mulheres que aos homens.
Órgãos governamentais destinados à atenção feminina sem equivalentes masculinos.
Idéias sexistas que privilegiam as mulheres (as mulheres são as primeiras a ser resgatadas em um acidente, os homens pagam as contas do restaurante em um encontro, etc.) se mantém ativas e intactas.
Falta de normas penais contra mulheres que acusam falsamente um homem da paternidade de seus filhos, esperando obter vantagens com isso. [14]

Violência
Os homens são obrigados a arriscarem sua vida no serviço militar obrigatório. [15]
A circuncisão (considerada como uma tradição inofensiva por alguns, e como mutilação dos genitais masculinos por outros) sendo defendida enquanto a mutilação genital feminina é proibida.[16]
Na cultura popular, o sexo entre um garoto coagido por uma mulher mais velha é geralmente considerado como irrelevante - a revista Time observou que o assunto é “tratado com uma piscada”[17] - embora esta forma de abuso infantil possa causar sérias repercussões na vítima masculina, incluindo transtornos mentais.[18]
Controvérsias com relação à leis que criminalizam o estupro de homens quando perpetrados por mulheres, e não são aplicadas devidamente. Uma pesquisa mostra que quando os homens são estuprados (ou por mulheres ou outros homens), os estupradores utilizarão as respostas não-naturais dos seus corpos - como ereções, sensações de tontura, ejaculação, etc. - para fazer com que as vítimas acreditem que na verdade “queriam aquilo”. A psicóloga Helen Smith declarou que:
“A nossa sociedade (nos Estados Unidos) envergonha os homens que são abusados por mulheres da mesma forma que envergonhou e culpou as mulheres vários anos atrás que foram abusadas por homens. Nenhuma dessas estratégias é boa para uma sociedade que se propõe a promover a justiça e a equidade.”[19]
Os responsáveis condicionam desde cedo os meninos a papéis agressivos e as meninas a papéis protetores (por exemplo, soldados de chumbo para eles e bonecas de pano para elas).
É dado mais relevância às descrições de violência contra mulheres [20] [21] (por exemplo, o clichê “não se bate nem com uma rosa”). Na mídia e em outros veículos (veja a controvérsia do slogan publicitário “Garotos são estúpidos, joguem pedras neles!”), a violência contra os homens é minimizada e tratada como piada, desconsiderando-se que mulheres também são violentas. [22]
Há um entendimento coletivo, que permeia inclusive o judiciário e os meios acadêmicos de que as mulheres são vítimas a priori e incapazes de cometer um ato criminoso por vontade e ação própria [23][24]. Esta imagem coletiva se reflete em penas menores para as mulheres.[25] [26]
Homens vítimas de violência doméstica sofrem das mesmas dificuldades que as mulheres vítimas de violência doméstica [27] (vergonha de se expor, discriminação por parte da sociedade, descaso dos quadros policiais e judiciários quando se queixam) porém não contam com nenhuma rede destinada a facilitar sua atenção. [28]
Apesar de já existirem algumas instituições masculinistas desde a década de 1970, como a National Coalition for Men(Inglês) (NCFM) , é a partir da década de 1990 que associações tomam força, se multiplicam e começam a se espalhar por diversos países. Destas destacam-se a Uomini 3000 na Itália. O masculinismo passa a ganhar ainda mais popularidade a partir do momento em que destacadas autoras feministas como Doris Lessing passam a notar excessos no discurso feminista [1] ao mesmo tempo que outros, como Warren Farrell se distanciaram dos ideais feministas e incorporaram uma visão masculinista às questões de gênero [2].
A Real Face dos Relacionamentos e o estudo do Lado Obscuro da Mulher (estudo da hipergamia), são algumas das contribuições originais do masculinismo brasileiro.

Fonte: http://mundorealista.com/wiki/masculinismo

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